Será que Deuses do Egito vale o papiro no qual foi escrito?
   Canal  Bang  │     17 de março de 2016   │     12:23  │  0

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Com um elenco cheio de estrelas como: Brenton Thwaites, Gerard Butler, Nikolaj Coster-Waldau, Chadwick Boseman, Elodie Yung, Courtney Eaton, Rufus Sewell e Geoffrey Rush, uma premissa charmosa por tratar do Egito antigo, investimento de produção de US$ 140 milhões, valor que causa inveja em alguns filmes mais badalados e com um diretor que tem na bagagem filmes como: “O corvo”, “Eu, Robô” e “O Presságio”, o curta ”Book of Dreams: Welcome to Crateland” e por último, mas não menos importante, o vencedor dos prêmios Pegasus Audience Award, Bram Stoker Awards, Silver Scream Award e OFTA Film Award “Cidade das Sombras”. Nada poderia dar errado já que todos os elementos estavam favoráveis ao sucesso do filme ou será que não?

Pois bem, o enredo se passa em um Egito antigo alternativo no qual os Deuses egípcios vivem entre os homens, porém diferenciados por serem muito mais altos do que um ser humano comum, sangrarem ouro liquido (sim, é isto mesmo que você leu) e possuem habilidades extraordinárias que incluem transformar-se em versões metálicas de animais gigantes que mais parecem um plágio aos “Transformers” ou aos Megazordes da série Power Rangers. Dito isso a história se desenrola em volta de Bek (Brenton Thwaites) um ladrão mortal e sua amada Zaya (Courtney Eaton), devota ao Deus Hórus (Nikolaj Coster-Waldau), que ao comparecerem a coroação de Hórus como novo rei no lugar de seu pai Osíris (Bryan Brown), observam esta ser interrompida pelo irmão de Osíris, o Deus Set (Gerard Butler), o qual através de violência toma a coroa para si, matando neste processo Osíris e arrancando os dois olhos de Hórus, instaurando assim seu reinado de terror e tirania.

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Nosso herói Bek, influenciado por Zaya, entra em uma missão suicida para ajudar Hórus a recuperar o trono, e para isso consegue recuperar um dos olhos de Hórus, o roubando dos cofres de Set. Como toda ação vem a um custo, Zaya é ferida na fuga e morre, sendo levada ao submundo enquanto aguarda ser julgada digna ou não de receber a imortalidade. Bek inconformado com a morte de sua esposa continua em sua busca por Hórus, agora não só para ajudá-lo a recuperar o trono, mas também para pedir ajuda para trazer sua esposa de volta ao mundo dos vivos.

A trama se desenrola a partir desse ponto de maneira muito estranha e de forma forçada, Gerard Butler ainda se esforça para trazer o melhor de sua atuação, mas infelizmente é um esforço em vão. Os diálogos mal escritos misturados com a falta de carisma e entrosamento dos personagens tornam este filme um teste de resistência para o espectador, nem os efeitos visuais que misturam os muito bem feitos com outros que parecem ter sido feitos às pressas conseguem entregar a qualidade desejada. No apogeu do filme o momento que poderia mudar o rumo desta produção, ou seja, o final da trama, simplesmente ofende a qualquer viva alma que pagou seu ingresso para assisti-lo.

Infelizmente podemos ver aqui que grandes estrelas e muito dinheiro em uma produção nem sempre são sinônimos de sucesso. “Deuses do Egito” falha em entregar um produto final de qualidade e digno do seu elenco e diretor, por isso ele leva apenas 3 pontos na escala Bang de qualidade.

E ficamos por aqui com está critica um tanto quanto triste à Deuses do Egito por não ter alcançado a expectativa que depositávamos nesta produção. Não se esqueçam de conferir o vídeo do Bang no qual abordamos uma briga que vai dar o que falar “Batman VS Super-Homem: A Origem da Justiça” e siga-nos em nossas redes sociais.

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