Batman Vs Superman – A Crítica.
   Canal  Bang  │     25 de março de 2016   │     1:18  │  0

Batman Vs Superman – A Origem da Justiça.

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Finalmente um dos filmes mais esperados do ano põe Batman e Superman num embate muito além do que se vê nas telas. Uma única frase pode resumi o longa? Sim! “A pressa é inimiga da perfeição”. Zack Snyder assumiu a direção e de brinde um roteiro que briga consigo mesmo. O script trata bem seus personagens principais, e quando recria a premissa da animação “O Cavaleiros das Trevas” baseada na obra de Frank Miller, mas se perde justamente quando tenta adaptar em sua trama condições e pontos de virada que correlacionam a história com aparições de membros que formarão a Liga da Justiça, porém, calma, o filme não é por todo uma decepção no mundo da DC, há muito o que analisar.

Quando Frank Miller criou o Batman que conhecemos neste filme, ele o autor, estava se achando velho demais aos seus 28 anos, e pensou: como seria o morcego de cabelos brancos? Muitas adaptações ocorreram desse homem comum que luta com sua experiência de vida e artifícios humanos contra uma Gotham sempre dominada de assassino psicóticos. O Batman de Zack Snyder é sem dúvida o morcegão mais ousado que o cinema já viu, suas experiências com o crime se tornaram velhas demais para medir pudores entre matar ou deixar viver, vemos um homem cansado e de poucos cabelos grisalhos que não hesita combater o crime com balas, que pergunta depois e bate primeiro, diferente daquele que vivemos com Nolan. No entrave de suas batalhas, surge um alienígena com princípios de herói que, para salvar a humanidade de ameaças extraplanetárias, leva em suas batalhas vidas inocentes.

Aqui começa toda a confusão do longa, afinal entrega de cara o que Batman Vs Superman significa: um entrave entre o certo e o errado e suas concepções pessoais em torno da ameaça que um representa ao outro. O Homem de Aço diante do povo da terra deve ser tratado como um deus legitimo? Ou apenas um homem que tenta fazer o que é certo? Quem tem autonomia sobre ele? A quem deve responder? Dentro desse conceito o roteiro começa bem o filme, expondo os lados pessoais de ambos os heróis sob os holofotes do povo enquanto seu ritmo capenga perdido por vezes nas próprias tramas unilaterais, e esquece que também é importante valorizar seus secundários.

ATENÇÃO! Agora, vem muito spoiler.

Alfred , o mordomo do Batman, toma o lugar de Lucius, e quase parece o pai de Tony Stark, Lex Luthor é um coringa sem maquiagem , a Mulher Maravilha mostrou que poderia trabalhar como agente secreta da Shield caso não dê certo na DC, Flash aparece como Zeus no sonho de Batman, e por fim a trágica apresentação de Aquaman e Cyborg dispensa qualquer comentário e justifica que a pressa é realmente inimiga da perfeição. Embora tempo tenha tido para elaborar um roteiro melhor, muito se pode pensar que apressar as coisas para DC no cinema pode fazer sentido por conta de seus insucessos seguidos nas telonas, e converge a situações mal conectadas enquanto tenta criar algo novo.

E a parte boa existe? Sim!

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Na série animada, temos um Superman aliado ao governo americano e já velho conhecido de Batman. A briga acontece porque Bruce combate planos corruptos do governo americano em Gotham City. O Homem de Aço é convocado pelo presidente dos EUA que manda “aposentar” Bruce e os dois brigam.

E se você está cansado de ver tanto ponto negativo, aqui, temos algo realmente interessante no filme. O único sucesso propriamente dito e o que salva a DC de um fracasso total é justamente a premissa básica da história original aqui respeitada. Evidentemente, não poderíamos ter um combate longo de início entre Batman e Superman, mas o filme caminha de mãos dadas explicando seus problemas unilaterais que convergem no embate, o que realmente se torna envolvente é que o Batman de Ben Affleck é um homem incapaz de ser aterrorizado pelas tentativas frustradas do Homem de Aço de querer imprimir seu maior defeito: a soberba. Alias, ele, o morcego parece querer a morte, e o grande poder do Homem de Aço se torna inocente diante de um velho Batman calejado. Bruce age por impulso até o último momento antes de tentar matá-lo, sua carga emocional em combate leva a responsabilidade de destruir aquele que tem o poder de aniquilar a raça humana, enquanto vemos um Superman arredio e perdido diante dos planos de Lex Luthor. Apesar de recriar em quase sua totalidade o combate entre os dois como nas animações, o filme peca por não soltar a famosa frase do morcego “lembre-se do homem que te fez Sangrar”, no entanto o combate é bonito e é estranho ver o Superman apanhar tanto, sim e ele sangra. Esse último permanece inexpressivo por todo o filme deixando que músculos, um penteado e um uniforme bem feito falasse por seu personagem.

Quando a luta acaba temos os problemas finais e a volta das más notícias, por querer da continuidade a essa história que deveria acabar ali com a frase citada acima, temos um Batman que volta a ser destruído pelo roteiro e o faz quase chorar ao ouvir Clark Kent pedindo para salvar sua mãe Martha (Diane Lane). Por fim, os dois se tornam amigos tão rápido que é quase impossível dar risada com a piada aferida por Martha ao Batman quando ele a salva. Ademais, o filme acelera para a aparição do vilão Apocalipse, que morre de forma inimaginável para um pedaço de kriptonita, tornando-se assim um arrumadinho que serve para unir os personagens principais do seu caos pessoal.

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Se vale ir ao cinema? Claro. Os efeitos visuais são ótimos, mas as vezes, pode incomodar um pouco pela falta de iluminação e movimentos rápidos. Por outro lado, temos o melhor Batman que o cinema já viu, ao contrário do que pensava muita gente, Ben Affleck deu o tom certo para o morcegão mais velho, e convenceu. Já Henry Cavill como o Superman é mais do mesmo, sem grandes surpresas, inexpressivo e frio, esse Homem de Aço talvez não tenha convencido como deveria, justo pelo poder das grandes expectativas e pressão que tem rodeado os filmes da DC. Talvez, a própria DC comics, tenha caído no conto do vigário em seu filme, a ansiedade por fazer sucesso com algo tão improvável de críticas negativas tenha gerado um roteiro apressado, mal analisado e uma direção que o seguiu perigosamente pondo à risca todo um trabalho que poderia ser perfeito.

Batman Vs Superman é um filme bom e que tenta respeitar os fãs, mas se evitasse erros primários em sua construção poderia ter sido o melhor filme da DC até hoje. Como disse, a expectativa de seu lançamento trouxe dele a responsabilidade de dar um fôlego novo para seu estúdio nos cinemas e o entrave ainda continua. Resta saber se o que virá a seguir pode salvar os planos da DC de fazer sucesso com seus heróis assim como faz a Marvel.

Por fim, melhor do que nada é ir conferir Batman vs Superman, que mediante a divulgação maciça, onde foram criadas grandes expectativas sobre este que poderia ser o filme que tiraria a DC do buraco nas telonas, decepciona. Contudo tudo não é um filme ruim. Nota 6.0 no padrão de qualidade Bang.

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