Os Dias Finais do Superman | Crítica
   Canal  Bang  │     3 de junho de 2016   │     15:35  │  0

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O fim dos Novos 52, fase editorial da DC Comics iniciada após o reboot de 2011, também é o fim do Superman. A editora, que já não estava mais atingindo o número de vendas da concorrente Marvel, decidiu finalmente dar fim a essa fase controversa e chega hoje em mais um grande momento divisor de águas, o início do Rebirth, em que novamente todas as revistas serão renumeradas e que elementos do passado serão trazidos de volta para seu universo atual.

A grande prova disso está no personagem mais icônico da editora, o Superman. Depois de sofrer  por conta da câmara de kryptonita na A.R.G.U.S em sua revista principal, dos poços de fogo em Apokolips na revista principal da Liga da Justiça e da batalha contra o Rao em Liga da Justiça da América, Superman está ficando cada vez mais fraco e sabe disso.

Em sua última missão, contada no crossover de oito partes The Final Days of Superman (2016), Clark Kent investiga ao lado de Batman e Mulher Maravilha o paradeiro de Denny Swan, um caipira do Minnesota que, após ser atingido por um raio sobrenatural, fica com o corpo coberto em chamas e diz ser o Superman de verdade, acusando Clark de ser um mero impostor.

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Automaticamente, no momento em que a DC anunciou o nome desse crossover as comparações com A Morte do Superman (1993) eram mais que esperadas, porém apesar de mostrar uma nova despedida do Homem de Aço, aqui Clark já sabe qual será seu destino próximo, ele vem se preparando e preparando seus amigos para acolherem o inevitável. Dessa forma, é mostrada uma visão completamente diferente do Superman dos anos 90 que morreu em uma batalha inesperada contra o Apocalipse.

Outro fator que ajuda a caracterizar essa história como pertencente ao arco do Superman dos Novos 52 é o romance de Clark com Diana. Desde o início da fase isso já vinha sendo explorado e nesse crossover foi mostrado da melhor forma possível, sem descartar suas motivações e sem fugir do escopo principal do roteiro. Diana guarda em si a esperança que já desapareceu dos pensamentos do Superman e sua participação dá ainda mais peso ao evento.

O roteiro de Peter J. Tomasi se mostra acima da média por dois motivos: consegue ser objetivo mesmo precisando explicar a presença do Superman pré-Flashpoint e sua família nesse universo e introduzir novamente a Supergirl, e dialoga de forma bem estratégica com cada revista que faz parte do crossover, combinando o foco da narrativa com os elementos necessários de cada revista.

As artes são provenientes de diferentes artistas, entre eles Mikel Janin (Partes 1 e 8), Doug Mahnke (Partes 2 e 5), Paul Pelletier (Parte 3), Ed Benes (Parte 4), Dale Eaglesham (Parte 6) e Jorge Jiménez (Parte 7). Apesar da diversidade de desenhistas em um único arco, a arte é uniforme, respeita elementos indispensáveis dos personagens e não têm medo em abusar de uma paleta de cores quentes durante as cenas de combate. Entenda a cronologia:

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Por mais trágica que seja a morte do Superman, o arco deixa aberto o caminho para que o Superman pré-Flashpoint assuma o manto do S vermelho daqui para frente. É um mote que  começou a ser trabalhado em Superman: Rebirth #1 e deve ser concretizado no início da nova revista do Superman, que ganhará sua primeira edição já no próximo dia 15.

No final das contas, os últimos dias de verdade do Superman serão sem dúvidas os últimos dias da DC. Os Dias Finais do Superman ganha nota 8.0 no padrão Bang.

Por: Equipe Bang / Gustavo Gobbi

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