Esquadrão Suicida (Crítica) – COM SPOILERS
   Canal  Bang  │     14 de agosto de 2016   │     22:28  │  1

 

Esquadrão Suicida

Esquadrão Suicida

Não atire tomates podres

Muita polêmica foi gerada antes mesmo do filme estrear nos cinemas, sites, colunas, reviews e toda a sorte de críticos fuzilaram o filme, influenciando talvez uma parcela de pessoas a não verem o filme. Se você está aqui e não viu o filme por conta disso temos um recado pra você: VÁ AO CINEMA! A crítica pode apontar erros que talvez você concorde ou não, mas no fim é a sua experiência no cinema que conta. Aquele sentimento que você fica ao sair da sala de exibição é a sua melhor crítica. Não deixe de ir ao cinema porque fulano disse que o filme é ruim, ou por conta de uma nota ruim que algum site deu. Vá ao cinema, tire suas conclusões e então julgue se o filme é bom ou ruim.

Faz algum tempo, desde da trilogia de filmes do Batman dirigida por Christopher Nolan, que os filmes do universo DC Comics tem sido alvo de críticas e não tem conseguido emplacar uma unanimidade quanto a qualidade de seus filmes, mas devemos dizer que Esquadrão Suicida foi uma relativa e positiva surpresa comparada aos filmes mais ou menos ou ruins que estávamos vendo (Sim Batman v Superman, estamos falando de você). Foi relativamente satisfatório sair de um filme da DC e não sentir que o filme foi um fiasco total.

Margot Robbie

Arlequina (Margot Robbie), roubando a cena!

Se você foi ao cinema (Caso não tenha ido, gostaríamos de lhe informar que este post contem SPOILERS) e quer ver o que achamos do filme, seja bem vindo e aperte o cinto.

Os Suicidas

A abertura é sem rodeios e coloca você no clima frenético que o filme vai ter por quase todo o desenrolar da trama, o ponto forte aqui fica por conta da trilha sonora, cenas conduzidas por artistas antigos e contemporâneos são escolhas mais do que bem vindas para apresentar os personagens, AC/DC, Black Sabath, Queen e Eminem são exemplos que iremos encontrar, ponto pra Esquadrão Suicida! Mas a escolha dos letreiros envolvendo os personagens destoa bastante com a atmosfera vilanesca que o diálogo de Amanda Waller com os oficiais do governo quer passar. Viola Davis interpreta essa que é a pessoa responsável por controlar o Esquadrão Suicida.

Viola Davis convence no papel de Amanda Waller.

Viola Davis convence no papel de Amanda Waller.

Mesmo com a ótima atuação de Davis na cena a escolha de letreiros e fontes para apresentar os personagens lembram clipes musicais da MTV dos anos 90 e faz com que os membros ali apresentados pareçam simples malfeitores ou que não são tão perigosos e sinistros como os quadrinhos que os deixaram marcados. Estamos lidando com assassinos de aluguel, maníacos homicidas, piromaníacos, aberrações da natureza e toda a sorte de vilões que se possa encontrar, mas a forma escolhida para mostrá-los parece querer amenizar ou até mascarar o fato de quem são na verdade. O filme aqui se desliga de sua essência em prol de uma exaltação dos personagens que acaba por empobrecer o que esse vilões representam.

Apesar de ser composto por seis vilões e alguns militares de índole duvidosa os membros que se destacam são o Pistoleiro (Will Smith) e a Arlequina (Margot Robbie) a atuação dos dois se estende por todo o filme e é bem conduzida pelo diretor David Ayer. Mesmo com os dois personagens sendo bem trabalhados o vazio dos outros nunca é preenchido, o que leva o roteiro do filme a perder muito tentando justificar apenas 2 dos seis Suicidas.

 

Will Smith não apenas convence como o "Pistoleiro", mas tem seu grande momento no filme.

Will Smith não apenas convence como o “Pistoleiro”, mas tem seu grande momento no filme.

 

História com altos e baixos

Um dos pontos fracos do roteiro fica por conta da insistência de tratar do Coringa, muitas vezes a trama tem que parar no decorrer do filme para haver a aparição do tão esperado vilão do Homem Morcego. O filme trata do Esquadrão, o Coringa não é membro ponto. Sua aparição devia se limitar a explicar o passado da Dra. Harley Quinzel antes de se transformar em Arlequina. Em vários pontos do longa parece que o Coringa nos é empurrado goela a baixo, quase como se fosse necessária a sua aparição para promover o filme. Existem dois atores excelentes (Smith e Robbie) conduzindo a trama, Leto é um ótimo ator mas esse coringa não parece ser necessário para a trama em momento algum.

Apesar da insistência em usar o Coringa no roteiro a trama consegue se desenvolver bem, as cenas de ação são bem conduzidas e os efeitos visuais são bem utilizados. Esse não é nem um roteiro genial com reviravoltas e partes surpreendentes, mas em sua simplicidade Esquadrão Suicida consegue nos entregar uma trama com início, meio e fim sem nos deixar com ressentimentos sobre a sua conclusão.

Jared Leto é o pior Coringa de todos os tempos.

Jared Leto é o pior Coringa de todos os tempos.

AH…  O Coringa…

Esse deve ser o pior ponto do filme. Pronto, foi dito. Engula as lágrimas e vamos seguir. O ator Jared Leto passou meses se preparando, gerando polêmicas como enviar um rato morto para uma das colegas da produção, passar meses estudando o personagem, MAS… não deu. A atuação é pobre, por muitas vezes não nos é entregue um Coringa em que pudéssemos nos identificar, Leto não consegue definir um personagem e por mais que ele não tenha obrigação de seguir qualquer maneirismo ou atuação de seus predecessores, o ator não consegue nem mesmo criar uma identidade própria forte o suficiente para marcar o personagem. Estamos falando do Coringa, O Palhaço, Arqui-inimigo do Batman. É uma enorme responsabilidade para com os fãs e não pode ser tratado de qualquer forma como foi feito no filme.

Não estamos pedindo para que seja como a interpretação de Heath Ledger ou de Jack Nicholson, esperávamos apenas que fosse fiel a sua maneira. O personagem se apóia apenas em sua aparência, não sendo carismático ou nem mesmo caricato, verdade seja dita a cena em que o Coringa pede a Harley para que ela se atire em um tanque cheio de produtos químicos é forte e bonita, mas é um evento isolado num mar de má interpretação e plot desnecessário. O Coringa deveria ser um personagem coadjuvante, sua aparição no filme deveria ser apenas justificar a “loucura” da Arlequina, mas parece que o roteiro a todo tempo tenta desesperadamente nos empurrar o casal, ficando por vezes forçado e sem sentido.

Eu sou fã e quero service

Parece que a DC finalmente está unificando seu universo nos cinemas, desde camisetas que lembram a morte do Superman a excelente aparição do Flash no filme, finalmente temos uma ideia de que todos aqueles personagens coexistem e suas ações afetam a todos. Ben Affleck faz aparições pontuais no filme, mas são suficientes para nos sentirmos satisfeitos como fãs, existem menções a ARGUS agência do governo no universo Dc que cuida e supervisiona atividades como as que o Esquadrão Suicida desempenha, temos Arlequina e o Coringa dançando juntos fazendo alusão a capa dos quadrinhos e uma referência ao uniforme clássico da Arlequina. A aparição do Flash na captura do Capitão Boomerang é muito bem feita. E referências ao asilo Arkham são bem colocadas no filme.

Flash na captura do Capitão Bumerangue. A Cena arrancou gritos eufóricos nas salas dos cinemas.

Flash na captura do Capitão Bumerangue. A Cena arrancou gritos eufóricos nas salas dos cinemas.

 

Ben Affleck cumpre bem seu papel no filme.

Ben Affleck cumpre bem seu papel no filme.

Os Olhos atentos dos fãs podem se deleitar com várias dessas pequenas perolas que enfeitam bem as cenas do longa.

Concluindo

Em épocas que os trailers praticamente te mostram tudo que você vai ver no filme foi bem inteligente esconder que o grande vilão do filme é a Magia, que durante toda a divulgação nos foi mostrada como membro do esquadrão. A aparição da personagem Katana é bem interessante e a atriz Karen Fukuhara nos surpreende e cativa nas poucas cenas em que aparece. Em contra partida Rick Flag, agente da CIA que supervisiona o esquadrão interpretado por Joel Kinnaman, faz um par romântico com a Dra. June o alter ego da Magia, mas não convence em sua interpretação e por muitas vezes serve como muleta para a trama, explicando motivos óbvios e conduzindo sem motivação os personagens do Esquadrão para sua missão.

Magia foi uma das surpresas do filme.

Magia virando foi uma das surpresas do filme.

Mesmo com tropeços o filme tem cenas marcantes como o Pistoleiro dizimando sozinho uma horda de inimigos e uma cena no bar onde todos os membros tem uma chance de se conhecer e formar laços. O filme vale o ingresso, possuindo uma boa utilização do recurso 3d. A cena final é bem construída, faz um bom uso de todos os membros do grupo encerrando com Arlequina enganando a Magia e arrancando o coração da vilã fora o que é um deleite para os olhos.

O filme é bem divertido, Margot Robbie como a Arlequina faz uma boa interpretação e as piadas que usa durante todo o filme são pontuais e divertidas, servindo até pra quebrar o gelo de certas situações “climão”.

Se passarmos pela atuação sofrível do Coringa e usarmos aquela boa e velha suspensão de descrença Esquadrão Suicida é um bom filme, diverte e nos entrega um roteiro de ação leve e descompromissado, apesar de muitos tropeços.

Por isso a nota 8 é suficiente e adequada para esse filme, esperamos que a DC continue se esforçando como fez com Esquadrão Suicida para quem sabe no futuro nos presentear com filmes ainda melhores.

Por Adamah Freitas / Equipe Canal Bang

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