Resident Evil 6: O Capítulo Final | Crítica
   Canal  Bang  │     28 de janeiro de 2017   │     1:46  │  0

Assistimos ao último (ou não?) longa da franquia de Resident Evil. Mas antes de começar a falar sobre o novo filme da franquia Resident Evil, vale lembrar que, nos cinemas, Resident nunca foi tão fiel aos jogos. Desde o primeiro título, vimos uma história nova tentando se encaixar no enredo original.

Em Resident Evil 6: O Capítulo Final, Alice volta para onde tudo começou, Raccoon City, para tentar impedir a cartada final da Umbrella Corporation e encontrar o antivírus para exterminar os efeitos causados pelo T-vírus. Junta aos seus aliados, Alice luta contra diversos inimigos e contra o tempo (literalmente, porque o filme todo tem uma sensação de apressado).

Apesar de longo, o começo faz com que refresquemos a memória sobre os eventos ocorridos durante toda a saga. Alice faz uma explanação sobre cada passo dado até onde se encontra no momento. Logo em seguida, já somos bombardeados com cenas de ação e combate da nossa querida Alice. O filme se demonstra bastante rápido e sem muitos diálogos. A história é curta e objetiva: acabar de uma vez por todas com a corporação Umbrella. Alice se junta a sua rival do primeiro filme para que tal objetivo seja concluído. Vemos rostos novos e alguns conhecidos, o que ainda da um certo tipo de respeito aos personagens dos jogos. Mas, novamente, tudo muito rápido.

Há um grande exagero nas cenas de ação, praticamente o filme inteiro é uma contínua guerra, onde os efeitos visuais são sempre utilizados e a aceleração nas lutas e cortes rápidos deixam o telespectador atordoado. De tanto que a câmera vira e mexe para todos os lados, somado a pouca iluminação, dificulta o telespectador de entender o que está acontecendo ou de admirar as famosas bio armas da corporação. Quando não, os combates se tornam um show de habilidades e pancadaria.

Apesar das hordas de zumbis presentes no filme, não vemos tantos combates diretos com os famosos walkers sedentos por sangue, mas sim uma chacina truculenta e rápida de milhares deles de uma só vez (Confessamos que sentimos falta daquelas lutas corpo a corpo e da tensão dos zumbis se aproximando). Durante o encontro com os sobreviventes, cada um no seu quadrado e com poucas falas, tudo na base do famoso “curto e grosso”. O próprio reencontro das personagens de Alice e Claire foi ausente de emoção. É aí que a gente para e percebe que o filme já tá quase na metade e tem aquela sensação de que tá tudo acontecendo muito rápido.

O cenário pós-apocalíptico é sempre visto por tomadas distantes, passando a sensação da vasta ruína que o planeta se encontra (Não sei vocês, mas sentimos uma pequena homenagem a walking dead na cena em que Alice chega a Raccon City). Em vários momentos, percebe-se a falta de uma trilha sonora mais empolgante, por outro lado essa falta faz com que o susto (mesmo que previsto) seja mais intenso. Faltou uma boa e velha soundtrack com aquele rock pesado na mesma linha do primeiro longa pra combinar com os takes.

Um fato negativo foi o rebaixamento do grande antagonista do jogo, Albert Wesker, a um simples e mero funcionário. Aqueles que são fãs, sabem o quanto Wesker é endeusado nos jogos.

Um fato interessante foi ver a filha Paul W. S. Anderson e Milla Jovovich, interpretando a Red Queen, ou Rainha Vermelha nos cinemas brasileiros.

Apesar de todos os contrapontos ditos até agora, o filme é pura ação, movimentação e pancadaria pra todo lado. O diretor consegue amarrar os nós soltos da história e fazer um desfecho interessante e inesperado para a saga. Inclusive, ganha um ponto por fazer uma referência direta ao nosso querido Biohazard de 1996, primeiro e único Resident Evil, ao reprisar o episódio inicial em live-action do jogo durante a perseguição pelos Cerberus. Ponto positivo para as memórias recriadas ao voltar a colméia, onde vemos cenas no famoso corredor que desmembrou uma boa parte da Equipe Umbrella do primeiro filme.

Resident Evil 6: O Capítulo Final tem suas falhas e não traz grandes surpresas, mas consegue uma boa maneira de concluir uma saga que se estendeu por longos 14 anos. Dentro daquilo que Paul W. S. Anderson queria entregar ao público, ele consegue cumprir com o que esperamos de um filme de ação. Talvez Resident Evil seja sempre mal visto pelos fãs, por não agradar, quando o assunto é fan service. Mas é aquela coisa né? Temos que tentar enxergar e amar a franquia de maneira diferente a dos jogos.

Nota: 6.5

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Por Prisicila Melo e Rafazel Bezerra / Equipe Bang

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