CRÍTICA | VIDA (LIFE)
   Canal  Bang  │     25 de abril de 2017   │     0:01  │  0

Vida (Life)

Vida (Life)

Vida é um grande clichê, mas feito com muito capricho e com capacidade de te prender e divertir. O longa, dirigido por Daniel Espinosa, traz um elenco com nomes notáveis como Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson e Ryan Reynolds, mas o medo de ousar e sair da zona de conforto o coloca em um lugar comum.

O roteiro é muito forçado e não tem nada ali que você ainda não tenha visto. As referências, mesmo as sutis, são inegáveis. O filme começa mantendo a premissa Sci-fi usada para vendê-lo, a equipe e a missão espacial são apresentadas ao telespectador e toda uma atmosfera de empolgação é criada sobre a descoberta científica de que existe vida fora da Terra, mais especificamente em Marte.

Os personagens são mantidos em linearidade, nenhum deles é visto de forma singular, tanto que talvez você (assim como eu) não consiga criar empatia o suficiente para lembrar de seus nomes. A ideia é dar destaque e protagonismo ao Calvin, o ser vivo encontrado nas amostras de Marte.

Ryan Reynolds em Vida

Ryan Reynolds em Vida

Até aí, nada fora do comum, dentro do contexto. O plano-sequência é bem estruturado, os cortes são imperceptíveis. Destaque para todo o aspecto técnico do filme: iluminação bem utilizada na criação de um clima claustrofóbico; fotografia crescente, de acordo com curso da história, começando com filtros mais quentes e, quando a trama se revela um suspense, o uso de cores frias torna o visual cada vez mais sombrio e angustiante; os efeitos visuais das paisagens especiais são incríveis; os ângulos de filmagem e a técnica de simulação de gravidade zero funcionam perfeitamente.

Jake Gyllenhaal em Vida

Jake Gyllenhaal em Vida

Mas, nesse momento, o filme começa a abusar da nossa inteligência, quando o roteiro força os personagens a tomarem uma série de decisões completamente inaceitáveis até mesmo para os leigos, apenas para que a história possa seguir. Nesse ponto, apesar da construção do suspense e do terror, que chega a te fazer suar e a causar incômodo, a história decai bastante.

Todos os rumos começam a ficar completamente previsíveis. Um ponto forte aqui no segundo ato é a abordagem de dois temas recorrentes, mas importantes: a ideia de que a sobrevivência causa destruição e o foco da equipe de colocar a segurança da humanidade acima de suas próprias vidas.

Rebecca Ferguson em Vida

Rebecca Ferguson em Vida

A atmosfera de suspense e terror em torno dessa criatura viva, que ninguém sabe como funciona direito e o quão inteligente ela é, torna a experiência muito mais emocionante. Todo o desprendimento da equipe e seu sacrifício vão convergindo para um final mais do que esperado, e é nesse momento que o filme surpreende, apresentando uma solução que eu não chamaria de inusitada, já que se você tiver tempo pra pensar em como tudo pode terminar, com certeza a hipótese não seria descartada. Só que a grande jogada é que o terceiro ato é acelerado de tal forma que não te dá essa oportunidade de pensar nas possibilidades, o que faz o final funcionar como um plot twist de arregalar os olhos, nem que seja só um pouquinho.

Nota Bang de qualidade: 6,5

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Por Susy Ferreira / Equipe Bang

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