CRÍTICA | ALIEN: COVENANT
   Canal  Bang  │     12 de maio de 2017   │     12:07  │  0

Alien: Covenant chega aos cinemas causando a mesma sensação do seu antecessor, não deixando alternativa a não ser usar o trocadilho: Prometheus e não “cumprius”.

A ideia da nova trilogia da franquia é funcionar como prequels, à la Star Wars, sobre a origem dos Xenomorfos. Pois bem, insistir em explicar demasiadamente determinadas coisas pode não funcionar muito bem dentro de uma franquia, pois acaba tirando o foco daquilo que realmente queremos ver.

O longa apresenta a nave colonizadora Covenant, com destino ao planeta Origae-6, onde a tripulação leva colonos para povoar o local. No percurso, uma transmissão recebida se revela uma música cantada por uma voz humana, vinda de um planeta com condições irrefutáveis à sobrevivência. Convenientemente, a proximidade da nave com o planeta torna a tentação de uma incursão irresistível.

Contanto com elementos de roteiro clichês de filmes de terror/suspense, que levam a tripulação a tomar decisões ridiculamente absurdas, como explorar individualmente lugares inóspitos, o longa nos apresenta uma equipe apática e despreparada para lidar com as situações propostas, tendo suas ações repetidamente comprometidas por emoções. A construção de personagens é fraca e pobre, não provocando empatia do público sequer pela protagonista Daniels (Katherine Waterston).

Por outro lado, o filme traz questões interessantes como criacionismo, autoconhecimento e consciência de supremacia, graças à brilhante atuação de Michael Fassbender e ao texto atribuído aos seus personagens, os androides David e Walter. David é o androide sobrevivente da nave Prometheus, responsável pelo resgate da equipe de incursão de Covenant, que também tem um sintético como ele, Walter, esse último mais moderno e “desumanizado”. Os diálogos entre os dois mostram que David tem consciência sobre si e considera a humanidade indigna de sua criação, por ser inferior a ela.

Os diálogos e cenas envolvendo os androides são muito bem feitos, mas deixa a sensação que a trama está isolada dos demais acontecimentos do filme. A ação é fraca e o terror que esperávamos, inerente à franquia, é apresentado com uma preguiça decepcionante, não existe clima de suspense criado. Algumas cenas tem elementos que incomodam por não fazerem sentido e as sequências de ataque são rápidas demais, o telespectador é privado de saborear o horror do filme.

Em contrapartida, os efeitos especiais são bem feitos, a fotografia é boa, mas deixa a desejar na ambientação claustrofóbica a que estamos acostumados. Finalmente, temos o bom e velho plot twist, se você conseguir ser cético o suficiente para ser enganado por uma situação que é sutilmente apresentada como hipótese muito provável. Apesar de tudo, o desfecho agrada por ser coerente e dar a deixa para a continuação.

Nota Bang de qualidade: 7,0

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Por Susy Ferreira / Equipe Bang

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