CRÍTICA | A MÚMIA
   Canal  Bang  │     11 de junho de 2017   │     11:28  │  0

O primeiro título lançado pela Universal para a franquia Dark Universe fez mais que o esperado e menos que o prometido. A sensação deixada em quem sai da sessão é a seguinte: quem produziu esse filme ficou tão empolgado com o que estava fazendo que pecou pelo excesso. A história apresenta – como é de praxe – o retorno de uma múmia amaldiçoada, em busca de vingança. Desta vez uma mulher, a princesa Ahmanet, que precisa terminar seu ritual para trazer o deus Set vivo no corpo de um escolhido e ao lado dele exercer o reinado que lhe foi tomado.

Com o roteiro fraco e muito corrido de Jon Spaihts (roteirista – Doutor Estranho), a empatia simplesmente não acontece. Você não consegue sentir pena ou raiva ou sequer shippar o casal Nick (Tom Cruise) e Jenny (Annabelle Wallace). Além disso, o roteiro poderia ser mais humilde e não entregar tudo de uma vez, logo de cara. Um bom exemplo disso é a aparição do Dr Jekyll (Russell Crowe) desde o início da trama. É certo que o personagem é fundamental para essa história e o que ela representa para o resto da franquia, mas a surpresa acerca desse personagem não precisaria ser entregue aqui. Seria mais sensato deixar, no máximo, uma sugestão sutil numa cena pós créditos.

A história é muito corrida, com muitos núcleos e muita história pra pouco tempo, com um aspecto “piscou, perdeu”, tornando o plano sequência picotado de uma forma que não dá pra ignorar. Além de contar com uma tentativa de fan service, que na verdade se tornou clichê e não agradou quem queria ver algo diferente e não mais do mesmo, mas também existem bons fan services durante o filme… Os mais atentos irão perceber os objetos utilizados.

Pra quem esperava por um filme de monstro que de fato inspirasse medo, a combinação roteiro + Sofia Boutella deixou um quê de “qualquer nota”, apesar do enredo interessante. Faltou fúria e ódio na atuação e cenas de destruição que dessem credibilidade à ameaça.

Visualmente, o filme é bem feito, a ambientação, apesar de ter pouco espaço, é realista e conta com muitos itens fiéis à cultura egípcia. Já os efeitos também foram sofríveis em vários momentos. A pior ideia de produção/roteiro em relação ao longa foram as cenas de alívio cômico à cargo do companheiro de saque de Nick, o sargento Vail. Esse é o tipo de filme que não precisa de comédia e foi exatamente isso que estragou a franquia estrelada por Brendan Fraser, com a mesma temática.

A forma como o desfecho é apresentado também não te permite criar um elo emotivo com o protagonista, apesar do plot impor a ele uma decisão de sacrifício. A frase de efeito do Dr Jekyll no final ajuda a gente se envolver um pouco mais com o personagem de Cruise, que deve voltar a dar as caras no decorrer da franquia.

Por fim, é um filme que te diverte se você tiver atenção a ele. Vale pela bela apresentação que Russell Crowe faz do Sr Hyde e podemos dizer que até os momentos de impossível sobrevivência do personagem de Tom Cruise são justificados pela própria trama. É um filme de introdução e pela importância dele para o que está por vir no Dark Universe, esse longa passou arrastando!

Nota Bang de qualidade: 6,0

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Por Susy Ferreira / Equipe Bang

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