Blade Runner: 2049 | Crítica
   Canal  Bang  │     6 de outubro de 2017   │     20:32  │  0

Finalmente a continuação de um dos grandes ícones cult da ficção científica chegou aos cinemas mundiais. Um público seleto estava aguardando ansiosamente pela estreia de Blade Runner: 2049. O diretor Denis Villeneuve manteve a proposta de 35 anos atrás, comandada pelo cineasta Riddley Scott no primeiro filme que estreou em 1982 como uma adaptação do livro de Philip K. Dick, “Androides sonham com ovelhas elétricas?“.

Era de se esperar que houvesse uma lapidação especial quanto ao novo filme de Blade Runner. Honrando veementemente as expectativas, o longa conseguiu surpreender e fazer os verdadeiros fãs mergulharem de cabeça em um futuro distópico cyberpunk, possibilitando a exploração de uma sociedade altamente tecnológica e de decadência social. O filme debate sobre o funcionamento da caracterização humana e como seria o próximo passo da cadeia evolutiva num contexto de criação natural e artificial. Outro ponto forte do filme são as questões filosóficas sobre o sentido da existência e a autoconsciência. Mescladas e com bastante espaço para os pensamentos reflexivos entre as cenas, é possível ficar a deriva em um mar de incertezas de possibilidades e sobre como a humanidade conseguiu interferir diretamente no próprio curso evolutivo da espécie.

É preciso assistir e ao mesmo tempo refletir sobre a trama que envolve K (Ryan Gosling), um caçador de androides, e como o enredo o leva a procura do velho conhecido Rick Deckard (Harrison Ford) após 30 anos do seu desaparecimento. Mais uma vez, temos fortes presenças antagônicas comandadas pelo enigmático empresário Niander Wallace (Jared Leto), ao lado da temida replicante Luv (Sylvia Hoeks).

A nostalgia está presente em todos os momentos. Na chuva ácida que insiste em cair, nos hologramas e referências orientais, nas cenas sem diálogos e de lentidão reflexiva, nos dilemas de crise de identidade e na dúvida sobre o que Deckard realmente é. Tudo continua lá! Como uma verdadeira obra prima, Blade Runner: 2049 já deixou claro que algumas de suas cenas serão eternizadas no cinema e que é totalmente possível manter uma atmosfera clássica oitentista num filme moderno que possui admiráveis efeitos especiais e sonoros. Como não se arrepiar ouvindo a clássica trilha sonora construída sob os sintetizadores dos anos 80? Neste ponto, os compositores Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer deram um grande exemplo de reformulação sutil.

Este não é um filme pop e muito menos um filme de ação. Não é para a grande maioria. Apresenta-se como sendo muito mais do que isso. O Canal Bang te aconselha a separar um bom tempo (cerca de 3 horas de duração) e manter a mente aberta para compreender e se fascinar com o universo de Blade Runner: 2049. Um conselho dado, principalmente, para aqueles que gostam dos cenários cinematográficos cyberpunk, cult e reflexivo.

Nota Bang de qualidade: 9,5

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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