Liga da Justiça | Crítica
   Canal  Bang  │     15 de novembro de 2017   │     20:23  │  0

O filme da equipe que representa a justiça foi esperado por muitos anos pelos fãs e finalmente teve a sua estreia. Em meio a erros e acertos o Universo Cinematográfico da DC abrangeu a Liga da Justiça de forma simplória e objetiva.

Por muito tempo, em sua produção, Liga da Justiça foi considerado um possível filme de caráter duvidoso. Seja pela falta de consagração do Universo Cinematográfico da DC, pela notícia das refilmagens e pela saída e troca de profissionais envolvidos com o filme. O longa acabou de estrear no cinema e já apresenta opiniões divididas entre os fãs. É notável, a falta de profundidade em alguns momentos iniciais do filme. Possivelmente, devido a falta da estabilidade de alguns personagens que ainda não tinham sido apresentados em filmes anteriores, o que torna algumas das cenas de introdução superficiais e corridas por ser um filme de apenas duas horas de duração.

A personificação de cada herói que compõe a Liga é memorável. Os atores se adequaram muito bem aos seus papeis, levando a uma vontade de saber mais sobre cada um deles. Provavelmente, funcionarão muito bem no desenvolvimento de seus próprios momentos que serão vistos nos futuros filmes da DC/Warner. Liga da Justiça não dedicou tempo para discussões filosóficas a respeito de dúvidas, angústias e traumas – sentimentos que foram bastante explorados em filmes como O Homem de Aço e Batman vs Superman. Por este motivo, tornou-se um filme mais leve, não deixando os momentos engraçados somente sobre a responsabilidade de Barry Allen (Ezra Miller).

Por outro lado, os heróis já apresentados em filmes anteriores demonstraram um grande nível de amadurecimento. Até mesmo Bruce Wayne (Ben Affleck), que apesar dos traumas da infância, não se apresentou com um semblante do enorme peso de Gothan nas costas. Para os que acharam que o Superman (Henry Cavill) não seria tão relevante assim para o filme, erraram feio. É surpreendente o que fizeram com a ideia de seu retorno e, principalmente, em como a equipe se torna muito mais coesa e confiante com a sua presença. Finalmente, um Superman que demonstra força e maturidade. Esqueçam as dúvidas, esqueçam os dilemas. Enfim, a melhor representação de um ideal de esperança e justiça.

Foi preciso um único vilão para juntar os convidados da festa. O Lobo da Estepe (Ciarán Hinds) e seu exército de batedores são realmente de dar medo. As cenas de destruição e de conquista das caixas maternas são de tirar o fôlego. Destaque para os momentos de combate entre ele e a Mulher Maravilha (Gal Gadot). A amazona, realmente, parece saber utilizar cada movimento contra o antagonista. Se não fosse o tempo limitado do filme, com certeza, seria muito mais difícil e árduo a realização de um plano que o parasse. Uma das falhas deste longa foi não explorarem mais a relação conflitante entre a Liga da Justiça e o Lobo da Estepe.

Apesar dos pontos negativos do filme, os bons momentos conseguiram ser maiores e mais intensos. O filme torna os fãs felizes apenas pelo seu potencial em armar um terreno estável para a possibilidade de uma verdadeira expansão e consagração de um universo cinematográfico que vem sendo aguardado por muito tempo. As referências às HQs, às trilhas sonoras de filmes clássicos e uma promessa de novos personagens que estão chegando faz a Liga da Justiça, realmente, valer a pena. Que venham os próximos filmes.

Nota Bang de qualidade: 8,0

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

 

 

 

 

 

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