Sicario: Dia do Soldado | Crítica
   Canal  Bang  │     2 de julho de 2018   │     17:59  │  1

Sicario: Terra de Ninguém surgiu pelas mãos de Dennis Villeneuve, um diretor que já possuía bons projetos em seu histórico, e pelo roteirista Taylor Sheridan que já carregava o sucesso do estranho e influente Traffic, filme do versátil Steven Soderbergh. Com Villeneuve e Sheridan, a temática do tráfico internacional de drogas assumiu uma roupagem de crueza e dubiedade que enriqueceu o enredo do filme, mesmo já sendo um tema esgotado e fadado a não apresentar novidades.

Mesmo sendo um filme muito bem recebido pela crítica especializada e pelo público, foi com estranheza que anunciaram a sequência Sicario: Dia do Soldado, visto que a bilheteria do primeiro longa não tinha sido estimulante, além do ciclo dos personagens que teve um final bem amarrado; ao menos era o que se esperava. Sem o dedo autoral de Villeneuve por trás, que expectativa seria criada sobre uma sequência que, a princípio, não seria necessária?

A continuação Sicario: Dia do Soldado revitaliza e inova no enredo. Villeneuve repassa a direção para o italiano Stefano Sollima e o resultado é um filme que, apesar de não ter as mesmas pretensões de Terra de Ninguém, se entrega sem medo e sem culpa às convenções de gênero. No filme, os personagens de Josh Brolin e Benicio Del Toro se unem para criar uma guerra artificial entre cartéis de drogas que estariam auxiliando jihadistas a entrar nos EUA através da fronteira com o México. Dia do Soldado reutiliza personagens e a atmosfera do primeiro filme para não descaracterizá-lo, permanecendo com a mesma visão niilista e machista.

O roteiro do longa acaba reforçando a brutalidade que ainda possui um apoio da incrível trilha de Hildur Guðnadóttir, compositor que trabalhou como solista na gravação da música do primeiro filme e retornou agora com os temas circulares e extenuantes do falecido Jóhann Jóhannsson. Da mesma forma que Guðnadóttir chega com despretensão e recicla parte da música do primeiro filme, Sicario: Dia do Soldado assume sua posição de derivado, onde os planos finais encerram o filme com uma homenagem aos clássicos filmes da máfia (Obviamente estamos falando do fascinante O Poderoso Chefão). Por fim, temos em exibição um filme que convence e que lhe deixa tenso e sempre aguardando a próxima reviravolta do enredo. Vale à pena assistir à essa continuação.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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