A Freira | Crítica
   Canal  Bang  │     6 de setembro de 2018   │     16:09  │  0

O universo, iniciado por James Wan em 2013, possui uma temática peculiar que é feita sob medida para um enredo expandido. Nos filmes principais, o casal Ed Warren (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) enfrenta alguns demônios que estão sendo mais explorados em produções individuais. Foi assim com a boneca Annabelle e em A Freira, que possui o foco na entidade Valak, apresentada em Invocação do Mal 2. Comandanda por Corin Hardy de A Maldição da Floresta, a trama retorna cerca de 20 anos no passado, durante a década de 1950, mostrando uma morte trágica de uma freira enforcada em um velho convento. O Vaticano envia o padre Burke (Demián Bichir) e a noviça Irene (Taissa Farmiga) para avaliarem se o local ainda é sagrado.

Com grandes expectativas, a promessa de “filme mais aterrorizante do universo de Invocação do Mal” não se concretiza, mas ainda assim, a ideia consegue ser mais interessante do que os dois casos sobre a boneca Annabelle. O derivado da franquia iniciada por James Wan teve um roteiro de Gary Dauberman, que acabou contando com uma equipe gigantesca do departamento de som, conseguindo potencializar as cenas do texto dramático.

Cronologicamente responsável por ser o primeiro capítulo da franquia, A Freira é o quinto filme do universo de Invocação do Mal, um dos melhores referentes ao visual e ao enredo. A direção de fotografia de Maxime Alexandre é realmente digna de elogios, com bons enquadramentos e estética deslumbrante, sempre captando o melhor dos cenários de Gina Calin e dos figurinos de Sharon Gilham.  Os bons filmes de terror precisam dar muita atenção a todos esses aspectos visuais para a construção da melhor atmosfera narrativa. Filmado em Bucareste, capital da Romênia, as imagens captadas em A Freira são notavelmente valiosas, numa demonstração de beleza em meio a uma história profana e pesada. A edição de Michel Aller e Ken Blackwell, também torna-se eficiente, com cortes bem administrados na captura e exposição das cenas ao público.

Apesar dos acertos visuais, não é possível dizer o mesmo sobre roteiro. A história não chega a ser ruim, mas a presença de alguns furos e personagens não aproveitados faz com que o enredo deixe a desejar. Narrativas de origem frequentemente focam em informações sobre o passado dos personagens e o que temos aqui não é exatamente a construção da trajetória do demônio Valak. Essas falhas acabam sendo um pouco mascaradas pela escolha do elenco que deu o seu melhor. Taissa Farmiga está sensacional no papel da Irmã Irene, com uma atuação tão poderosa quanto a de sua irmã Vera Farmiga, a protagonista dos filmes de Invocação do Mal.

Mesmo não tendo acompanhado aos filmes anteriores, é possível assistir A Freira e ainda ter um aproveitamento completo e independente. Quem está neste grupo, provavelmente se inspirará para mergulhar neste universo de terror contemporâneo. O filme criou algumas questões que continuam sem respostas, o que deixará a maioria do público ainda mais intrigada e com expectativas para futuros filmes da franquia. No final das contas, vale a pena ir ao cinema e conferir esta nova produção.

Nota Bang de qualidade: 8,0

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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