Alfa | Crítica
   Canal  Bang  │     7 de setembro de 2018   │     13:07  │  0

Pegando a deixa do sucesso de O Regresso, o diretor Albert Hughes escreveu um roteiro também focado na sobrevivência de um caçador, que está totalmente mergulhado na natureza selvagem até encontrar o líder de uma alcateia e construir uma relação de amizade e confiança. Separados de suas famílias, homem e lobo aos poucos descobrem semelhanças e enxergam na união a vantagem de uma melhor sobrevivência. Tudo isso diante de cenários fascinantes, convencendo ao público que aquele mundo é realmente uma boa representação da Terra pré-histórica.

O filme começa com uma caçada a uma manada de búfalos (ancestrais) construídos em CGI. Com certeza a pior cena do filme devido a baixa qualidade dos efeitos. A partir deste ponto tudo melhora, mas não ao nível de ocasionar algum evento realmente diferencial. Os efeitos especiais dos animais pouco explorados e produzidos por computador criam uma sensação de artificialidade que é fatal para uma produção como esta. Alfa não consegue alcançar todo o seu potencial dramático e devido a isso a maioria do público talvez não consiga se conectar.

O filme não possui muitos personagens, e os únicos que geram discussões mais profundas são aqueles que representam pai e filho. Como o pai, Tau (Jóhannes Haukur Jóhannnesson), não possui muito tempo de cenas, suas falas resumem-se à frases motivacionais e sábias para lapidar o caráter do jovem caçador em formação. Devido a essas e outras grandes restrições, o ator que interpreta Keda (Kodi Smit-McPhee) está sempre em situações-clichê que não desenvolvem o seu desempenho e tornando desnecessários alguns esforços de sobrevivência.

Mesmo com a diversão comprometida e pela visão levemente deturpada que é criada a respeito de uma relação entre espécies, Alfa foge do esteriótipo americano de ação e drama, sendo mais similar a um documentário racional, com enredo estável e que não acarreta em cenas de tirar o fôlego, exceto pela incrível fotografia e cenários fascinantes que nos levam a reflexão sobre como seria viver no mundo a 20 mil anos atrás.

Nota Bang de qualidade: 7,5

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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