O Predador | Crítica
   Canal  Bang  │     15 de setembro de 2018   │     0:36  │  0

A década de 80 foi o ápice da produção de filmes de ação, terror e ficção científica, com o lançamento de vários clássicos dos gêneros e a revelação de atores que ainda hoje capturam a imaginação dos cinéfilos. Nesta mesma década, grandes alienígenas tomaram conta do cinema, foi  o caso de Enigma do Outro Mundo, O segredo do Abismo, E.T.: O Extra-Terreste, Inimigo Meu e Alien: O Oitavo Passageiro fascinando ou aterrorizando aquela geração. A Guerra do Vietnã ainda deixava cicatrizes recentes. De uma mistura desses três sentimentos, nasceu a franquia Predador. A opressão da floresta e os soldados violentos estavam lá, halterofilistas e armados até os dentes  (tínhamos Arnold Schwarzenneger e Carl Weathers protagonizando). Como antagonista, um alienígena caçador e implacável, igualmente habilidoso e com tanto desejo de sangue quanto os soldados.

Até hoje, o monstro faz parte da cultura pop, mesmo que sua produção tenha caído após a sequência lançada em 1990. O novo filme, que chegou nesta quinta-feira (13) aos cinemas, veio para tentar trazer de volta a idade de ouro da ação e da violência, ao mesmo tempo em que demonstra, desde o título, sua intenção de reiniciar a franquia. O Predador não é exatamente um reboot, mas uma tentativa de abrir a porta para uma nova geração de fãs. Em termos de cronologia, o longa só leva em consideração os dois primeiros filmes: Predador (1987) e Predador 2 (1990). Porém, ele reaproveita alguns conceitos dos filmes mais recentes, como algumas armas e os “cachorros” alienígenas de Predadores (2010). Diante de todo o enredo, os animais são uma das adições que realmente criam momentos tensos no decorrer do história.

Sem fugir do foco, o estilo do filme oferece um tom cômico à violência. Somando o roteiro à fotografia, O Predador é um divertimento para a antiga geração, despreocupado com os seus absurdos. Talvez, muitos interpretem como uma piada; um reflexo da direção de Shane Black que tentou fazer do antigo algo atual, quer você goste ou não. Mesmo assim, em um mercado cinematográfico dominado por franquias, O Predador almeja dominar e entrega resultados aceitáveis. É um filme pipoca em sua essência, com elementos e easter eggs que trarão sorrisos aos fãs do passado, mas também, um olhar claro para o futuro.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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