Category Archives: Críticas

Pantera Negra | Crítica
   Canal  Bang  │     16 de fevereiro de 2018   │     0:46  │  0

Meus amigos, que filme! Ou melhor, que filmaço! Essa, talvez, seria a melhor frase pra começar esse texto.

Após anos trazendo para as telonas homens brancos tornando-se semi-deuses, gênios com armaduras de ferro ou um gigantesco e incontrolável monstro esverdeado e um Capitão América, um filme, finalmente, traz uma lenda que empodera e estima uma nação africana e seu povo e reescreve a história para criar uma nova monarquia que reina o mais inteligente e poderoso país do mundo.

O personagem foi criado pelo Stan Lee e Jack Kirby, aparecendo pela primeira vez em “Fantastic Four” #52 (julho de 1966) na Era de Prata das histórias em quadrinhos. Após fazer sua estreia nas telas de cinema, como personagem coadjuvante em “Capitão América: Guerra Civil”, o Pantera Negra tornou-se o primeiro herói negro a ganhar um filme solo no Universo Marvel Cinematográfico.

A produção começa com uma animação, explicando o motivo, o qual o Reino de Wakanda ser tão desenvolvido tecnologicamente. O longa se passa alguns dias após o termino da Guerra Civil e T’Challa, ainda abalado com a perda de seu pai, antigo Rei da nação africana, torna-se o novo rei de Wakanda. Chadwick Boseman dá vida ao personagem e não nos decepciona. Sentimos na pele, em dados momentos, o quanto ele sente-se dividido entre sua lealdade ao povo de Wakanda, sua promessa de preservar a tradição do país e seu código moral. Neste enredo fictício, são abordados temas bastantes reais, os quais presenciamos no dia-a-dia ao redor do mundo: guerras, desigualdades sociais, conflitos políticos e racismo. O longa salienta, minuciosamente, cada particularidade da cultura afro em meio a uma nação fictícia. O zelo ao mostrar como o animalesco se junta com a modernização ao introduzir Wakanda demonstra o quanto cada detalhe foi pensado. Os sotaques e dialetos locais mantidos, as minúcias das paisagens que escondem um país incrivelmente desenvolvido, vestimentas, danças, etc., tudo, exatamente tudo, denota com quanto carinho o longa foi produzido. E isso nos enche os olhos nos primeiros minutos!

Temos a oportunidade de vermos Ulysses Klaue/Garra Sônica (Andy Serkis) em ação, já que ele teve uma participação discreta em “Vingadores: Era de Ultron”. Andy Serkis mostra que sabe atuar com ou sem captura de movimentos. Outro destaque, e que com certeza merece ser mencionado, é o antagonista (e a excelente atuação de B. Jordan, cooperando para que ele seja um dos melhores vilões da Marvel até agora!). Erik Killmonger é frustrado com o fato de que Wakanda, bem sucedida, até então, em se tornar forte e suficiente, não utilizou dessa força para impedir os navios escravos no passado e não fez muito para ajudar as vidas de descendentes afro-americanos até então. Com planos grandiosos em mente, Killmonger se distancia dos outros violões do UMC, pois sua motivação faz sentido e tem fundamento no mundo real. Ele não quer explodir o mundo e pronto. Não, ele quer algo mais profundo. Ele quer uma violenta restituição pelo sofrimento e opressão infligida àqueles que compartilham do mesmo tom de sua pele. Mesmo não concordando com seus métodos, é compreensível seu ressentimento em relação a T’Challa, Wakanda e o sistema que ele tanto quer derrubar. Pantera Negra sobrevoa uma mais área política e pessoal que os filmes que o precederam. O longa não aponta diretamente para a raiva e ressentimento de Killmonger, mas, sim, para a ideia de que não existe solução fácil para a profunda dor que a missão de Erik trouxe à superfície.

O poder feminino é onipresente neste longa. O universo do protagonista é desenvolvido em torno das principais figuras femininas da trama, um cast de qualidade e matador. Rainha Ramonda (Angela Bassett), uma experiente sacerdotisa e mãe de T’Challa, mulher de força e perseverança. Shuri é irmã do herói, excepcionalmente inteligente e responsável pelo desenvolvimento tecnológico do reino africano, tecnologia mais avançada que as de Tony Stark. Okoye (Danai Gurira) é o braço direito do protagonista, uma guerreira insana e general da guarda real de Wakanda, as Dora Milaje, um grupo de mulheres guerreiras que atuam como guardas-costas do Rei Pantera Negra. E, por último, Nakia (Lupita Nyong’o), o amor de T’Challa, é uma espiã altamente treinada e com uma visão de que Wakanda tem que se impor e ajudar o mundo fora de suas fronteiras. Cada personagem é singular e tem uma tremenda importância para a trama. O filme pode ser sobre o Pantera Negra, mas não a como negar que o girl power comanda o longa em boa parte dele.

Ryan Coogler (Creed: Nascido Para Lutar) nos entrega uma produção muito bem dirigida, com cenas de combate com excelência em suas coreografias. Rachel Morrison nos entrega uma  fotografia perfeita, mostrando cada pormenor nas cenas de plano geral, médio e conjunto e, principalmente, nas tomadas de plano-sequência. O figurino colorido, baseados nas obras de Jack Kirby, criado por Ruth E. Carter deu vida as vestimentas das tribos nativas e as máscaras exuberantes, utilizadas pelos figurantes. Sarah Finn escalou um elenco de negros e negras maravilhosos e extremamente talentosos, onde cada escolha caiu como uma luva nos personagens. A trilha sonora de Kendrick Lamar e Ludwig Göransson se mescla com as forças dos tambores e marca o filme do início ao fim. Joe Robert Cole e Cooler nos deram novamente um roteiro com um tom dramático, sombrio, excitante e sério, cheio de conflitos políticos e comédia na medida certa.

O filme do Pantera Negra nos mostra um dos heróis mais humanos e carismáticos dentro do Universo Marvel Cinematográfico.

Nota Bang de qualidade: 9,0

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Por Priscila Melo / Equipe Bang

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Guerra Civil II: Edição Número 01
   Canal  Bang  │     4 de fevereiro de 2018   │     11:57  │  0

Em julho de 2006, foi lançada o primeiro quadrinho de “Guerra Civil”. O incidente trata-se de uma gama de conflitos e batalhas entre heróis, por conta de um registro de Super-Humanos, imposto pelo governo americano, após um trágico acidente, envolvendo um grupo de heróis. O registro obrigava que todos os heróis uniformizados revelassem suas identidades, com o intuito de serem supervisionados pelo estado. Esta saga foi desenhada por Steven McViven, que deu traços ao arco “Velho Logan” de Wolverine, “Novos Vingadores” e na minissérie “Icon Nemesis”. A minissérie foi escrita por Mark Millar, quem já roteirizou “Os Vingadores”, “Os Supremos”, “Ultimate Quarteto Fantástico”, “Superman: Entre a Foice” e o Martelo”, “Kickass” e outros.

Guerra Civil II

Este novo crossover do Universo Marvel, nos quadrinhos, foi lançado em junho de 2016 nos EUA e setembro de 2017 no Brasil. A nova saga foi escrita por Brian Michael Bendis. Ao lado de Mark Millar e o editor da Marvel Bill Jemas, Bendis é responsável pela maior parte das criações do selo Ultimate Marvel, capitaneando Ultimate HomemAranha por 111 edições seguidas, juntamente com Mark Bagley. As ilustrações ficaram por conta de David Marquez, que tem no seu histórico de trabalho HQs como “Era de Ultron”, “Quarteto-Fantástico”, “Miles Morales: Ultimate Homem-Aranha” e outros. Justin Ponsor deu as cores aos personagens, alem de já ter pintado “Os Vingadores”, “Guardiões da Galáxia”, “Wolverine” e etc.

A premissa desta primeira edição lembra o filme “Minority Report: A Nova Lei”, longa que teve o roteiro adaptado do conto com o mesmo nome de Philip K. Dick. Para quem não se lembra, no filme, três seres humanos “mutantes”, chamados “Precogs”, conseguem prever crimes e, com isso, as autoridades conseguem impedir antes que aconteça. Aqui neste prelúdio é “quase a mesma coisa”. Um jovem, chamado Ulysses, entra em contato com a Névoa Terrígena e desperta seus poderes, os quais lhe dá o poder de prever o futuro, sendo assim, o jovem é acolhido pelos Inumanos. CUIDADO! Abaixo contém pequenos SPOILERS!!

Semanas depois, Medusa, informada por uma visão de Ulysses, adverte os Vingadores de que um Destruidor Celestial iria fazer um ataque a Terra. A partir daí, vemos a antiga e nova geração da Marvel Comics em ação conjunta. Personagens como Miles Morales (Homem-Aranha), Sam Alexander (Nova), Kamala Khan (Miss Marvel), Jane Foster (Thor), Inumanos, XMen, Supremos e Vingadores. Após derrotarem o ser Celestial, os personagens se reúnem para comemorarem o êxito.

Durante a pequena comemoração na casa de Tony Stark (Homem de Ferro), Capitã Marvel questiona Medusa sobre como ela soube do repentino ataque. A Rainha dos Inumanos solicita uma pequena reunião com alguns heróis e apresenta Ulysses. O jovem comenta como ganhou seus poderes. Carol Danvers convida o jovem Inumano a entrar em sua equipe, Os Supremos. Então, Tony Stark usa sua racionalidade científica e questiona a Capitã Marvel sobre alguns pontos, que é um dos poucos bons momentos desta trama. Este debate, praticamente, marca o início da premissa da “Guerra Cívil II”. Novamente, Ulysses tem outra visão e um time, formado pela Capitã Marvel, está em prontidão para combater o Titã louco, Thanos. Durante este combate, ocorre a morte de um personagem bastante conhecido e deixa outro herói bastante ferido. Como estopim, esta catástrofe faz com que seja iniciada a “Guerra Civil II”.

A primeira edição desta saga não é tão empolgante, um pouco arrastada e não traz situações tão impactantes, quanto o início da série de Mark Millar. Entretanto, o roteiro é muito bem escrito por Brian Michael Bendis e, lindamente, ilustrado por David Marquez. Às vezes, o falecimento de um personagem querido afeta alguns leitores e os efeitos causados em Homem de Ferro e na Capitã Marvel são bem notáveis. Bendis e Marques fizeram uma boa combinação entre roteiro e arte, criando um desenvolvimento muito bom do lado emocional dos protagonistas desta edição. As cores de Justin Ponsor caem como uma luva, um grande destaque para páginas, onde um clima “sombrio” está estabelecido entre os personagens, mas as cores de seus uniformes se destacam na escuridão.

Nota Bang de Qualidade: 6,5

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Escrito Jorge Fossati, Edição: Priscila Melo / Equipe Bang

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Antes de Watchmen: Ozymandias
   Canal  Bang  │     21 de janeiro de 2018   │     20:57  │  0

Watchmen foi publicado pela DC Comics em 12 edições, entre 1986 e 1987. Foi escrita pelo lendário Alan Moore e desenhada por Davi Gibbons. A minissérie, considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos americanos, introduziu abordagens e temáticas mais maduras e menos superficiais, comparadas às histórias, publicadas nos quadrinhos mais comerciais. É a única história em quadrinhos presente entre os cem melhores romances eleitos pela Revista Time.

Em 06 de março de 2009, foi lançada a versão cinematográfica da minissérie, com Zack Snyder, dirigindo o longa, e roteiro de David Hayter (X-Men: O Filme, X-Men 2, Escorpião Rei) e Alex Tse (Watchmen: Contos do Cargueiro Negro). Os atores Jackie Earle Haley (Walter Kovacs/Rorscharch), Patrick Wilson (Daniel Dreiberg/Coruja II), Matthew Goode (Adrian Veidt/Ozymandias), Jeffrey  Dean Morgan (Edward Black/O Comediante), Billy Crudup (Dr. Jonathan Osterman/Doutor Manhattan), Malin Åekerman (Laurie Juspeczyk/Espectral II), Stephen McHattie (Holis Manson/Coruja), Carla Gugino (Sally Jupiter/Espectral), Matt Frewer (Edgar Jacobs/Moloch, O Místico), Miall Matter (Mothman), Dan Payne (Dollar Bill) e outros deram vida aos personagens.

Antes de Watchmen: Ozymandias foi lançada em setembro de 2012 nos EUA e, no Brasil, foi lançada em outubro de 2013. A HQ tem roteiro de Len Wein, que é editor da obra original. Wein é conhecido por ser co-criador do Monstro do Pântano (DC Comics) e , nada mais, nada menos que Wolverine. O escritor faleceu em 09 de setembro de 2017. A causa de sua morte não foi divulgada.

Jae Lee foi o responsável pelas ilustrações. Lee já desenhou personagens, como Superman, Batman, The Darkness, Witchblade, Inumanos, HomemAranha e outros.

O passado de Adrian Veidt/Ozymandias é narrada por sua autobiografia, desde a chegada dos seus pais nos Estados Unidos, até um certo momento que acontece tanto no filme, quanto nas HQs da minissérie “Watchmen“. Desde sua infância, já é notório o motivo de ser chamado de “o homem mais inteligente do mundo”, como vemos, que já na escola escola, o vocabulário de Veidt é bastante diferente das crianças normais. Nessa história, conhecemos o desenvolvimento de seu caráter, treinamento de artes marciais e limites da capacidade humana, envolvimento com o governo, encontro com outros Minutemen.

Um encontro muito bom acontece entre “Ozymandias” e “O Comediante”. Nesta HQ, conhecemos o motivo de Veidt forjar a invasão alienígena, o qual não comentaremos aqui para não estregar sua leitura. A história, escrita por Len Wein, é recheada de detalhes originais, além de citações da obra original de Alan Moore, acrescentadas por outras nuances. A obra contém Investigações, violência de todos os tipos, mitologia e um pouco de nudez (ops, não é recomendado para menores de 18 anos!). Parabenizamos aqui os tradutores da Panini por manter-se fiel as características do roteiro, pois Wein utiliza-se de um vocabulário bastante rebuscado. A arte Jae Lee, deslumbrante, por sinal,  tem como diferencial a diagramação das páginas,, que contém círculos e semicírculos, contendo diálogos da trama. A combinação de cores, feitas por June Chung, está excelente, onde, até nas cenas coloridas, ocorrem tons sombrios nos personagens.

Nota Bang de Qualidade: 8,0

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Escrito Jorge Fossati, Edição: Priscila Melo / Equipe Bang

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Star Wars: Os Últimos Jedi | Crítica
   Canal  Bang  │     18 de dezembro de 2017   │     19:43  │  0

Star Wars: Os Últimos Jedi é o segundo filme da nova trilogia da franquia criada por George Lucas. E se o episódio VII se destacou pelo lado sombrio, este capítulo demonstrou realmente ser parte de uma marca adquirida pela Disney.  É notável que tudo continua sendo Star Wars, principalmente pela sua narrativa principal. A jornada do herói continua presente, entretanto o filme mostrou ser uma grande influência do tempo em que vivemos.

O filme se desenvolve através de eventos de incertezas, onde o lado da luz e o das sombras parecem estar confusos o tempo inteiro. Devido a isso é possível observar o aparecimento de diversas teorias sobre quem realmente seria o vilão deste filme. Assim como em “O Império Contra Ataca” foi mostrado diferentes frentes de batalha com o protagonista seguindo o seu caminho solitário em busca do seu real papel no meio de toda esta jornada. Rey (Daisy Ridley) procura entender suas forças, objetivos e o seu passado, em busca de Luck (Mark Hamill), um mestre que não acredita mais em lendas e que está preparado para morrer. Os rebeldes (antiga resistência) estão tentando sobreviver a um cerco construído pela Primeira Ordem. No meio de tudo isto está Kylo Ren (Adam Driver), entre os seus questionamentos e dúvidas a respeito de um lado “sedutor” da luz.

Star Wars: Os Últimos Jedi é um filme que abrange uma grande quantidade de personagens, apresentando diversas narrativas e conflitos secundários. Devido a isso, o texto escrito por Rian Johnson demora para se desenrolar, demonstrando até mesmo alguns furos no roteiro e tornando alguns pontos mais bem explorados do que outros.  Fato compreensível dentro de um filme que parece lutar o tempo inteiro contra as referências antigas, presentes na própria franquia.

Entretanto, Star Wars: Os Último Jedi é um filme que nasce de uma grande emoção, tendo um potencial de imagens, símbolos e personagens que tentam se estabelecer a frente de seu tempo, assim como buscam se consolidar no meio de uma franquia tão retrô e ao mesmo tempo tão atual. Nessas tramas, construídas e desconstruídas, emerge um filme de impacto, atual e que não se afasta dos demais. Em sua maior parte, permanece gerando mais perguntas do que respostas. Serão dois longos anos até o final desta trilogia. Todas essas expectativas, especulações e discussões é apenas  Star Wars sendo Star Wars.

Nota Bang de qualidade: 9,5

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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Liga da Justiça | Crítica
   Canal  Bang  │     15 de novembro de 2017   │     20:23  │  0

O filme da equipe que representa a justiça foi esperado por muitos anos pelos fãs e finalmente teve a sua estreia. Em meio a erros e acertos o Universo Cinematográfico da DC abrangeu a Liga da Justiça de forma simplória e objetiva.

Por muito tempo, em sua produção, Liga da Justiça foi considerado um possível filme de caráter duvidoso. Seja pela falta de consagração do Universo Cinematográfico da DC, pela notícia das refilmagens e pela saída e troca de profissionais envolvidos com o filme. O longa acabou de estrear no cinema e já apresenta opiniões divididas entre os fãs. É notável, a falta de profundidade em alguns momentos iniciais do filme. Possivelmente, devido a falta da estabilidade de alguns personagens que ainda não tinham sido apresentados em filmes anteriores, o que torna algumas das cenas de introdução superficiais e corridas por ser um filme de apenas duas horas de duração.

A personificação de cada herói que compõe a Liga é memorável. Os atores se adequaram muito bem aos seus papeis, levando a uma vontade de saber mais sobre cada um deles. Provavelmente, funcionarão muito bem no desenvolvimento de seus próprios momentos que serão vistos nos futuros filmes da DC/Warner. Liga da Justiça não dedicou tempo para discussões filosóficas a respeito de dúvidas, angústias e traumas – sentimentos que foram bastante explorados em filmes como O Homem de Aço e Batman vs Superman. Por este motivo, tornou-se um filme mais leve, não deixando os momentos engraçados somente sobre a responsabilidade de Barry Allen (Ezra Miller).

Por outro lado, os heróis já apresentados em filmes anteriores demonstraram um grande nível de amadurecimento. Até mesmo Bruce Wayne (Ben Affleck), que apesar dos traumas da infância, não se apresentou com um semblante do enorme peso de Gothan nas costas. Para os que acharam que o Superman (Henry Cavill) não seria tão relevante assim para o filme, erraram feio. É surpreendente o que fizeram com a ideia de seu retorno e, principalmente, em como a equipe se torna muito mais coesa e confiante com a sua presença. Finalmente, um Superman que demonstra força e maturidade. Esqueçam as dúvidas, esqueçam os dilemas. Enfim, a melhor representação de um ideal de esperança e justiça.

Foi preciso um único vilão para juntar os convidados da festa. O Lobo da Estepe (Ciarán Hinds) e seu exército de batedores são realmente de dar medo. As cenas de destruição e de conquista das caixas maternas são de tirar o fôlego. Destaque para os momentos de combate entre ele e a Mulher Maravilha (Gal Gadot). A amazona, realmente, parece saber utilizar cada movimento contra o antagonista. Se não fosse o tempo limitado do filme, com certeza, seria muito mais difícil e árduo a realização de um plano que o parasse. Uma das falhas deste longa foi não explorarem mais a relação conflitante entre a Liga da Justiça e o Lobo da Estepe.

Apesar dos pontos negativos do filme, os bons momentos conseguiram ser maiores e mais intensos. O filme torna os fãs felizes apenas pelo seu potencial em armar um terreno estável para a possibilidade de uma verdadeira expansão e consagração de um universo cinematográfico que vem sendo aguardado por muito tempo. As referências às HQs, às trilhas sonoras de filmes clássicos e uma promessa de novos personagens que estão chegando faz a Liga da Justiça, realmente, valer a pena. Que venham os próximos filmes.

Nota Bang de qualidade: 8,0

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Thor: Ragnarok | Crítica
   Canal  Bang  │     26 de outubro de 2017   │     19:51  │  0

Temos mais um filme do Universo Cinematográfico da Marvel nos cinemas: Thor: Ragnarok estreou hoje e trouxe um ritmo frenético, expresso pelas cenas de ação, pelo bom humor e pelos clássicos embalos oitentistas em sua trilha sonora.

A trilogia de filmes do deus asgardiano chega ao fim e, de longe, foi a sequência de filmes que apresentou a maior divergência de tons dentro do MCU. Isto não quer dizer que a receita se perdeu. Na verdade, a flexibilidade com a produção dos longas de Thor (Chris Hemsworth) mostrou que a casa das ideias não teve nenhum receio em arriscar e inovar cada vez mais nas formas em que os roteiros eram apresentados. Em Thor: Ragnarok, as piadas conduzem o filme de forma mais leve e divertida do que qualquer referência mitológica nórdica. Neste ponto, o filme talvez possa não agradar a todos os fãs que acompanham o super-herói desde as HQs.

O diretor, Taika Waititi, conseguiu realmente ironizar todos os pontos mais sérios presentes no roteiro. Para dar um reforço aos personagens (e que reforço), temos a volta do incrível Hulk (Mark Ruffalo). O “big guy” se transforma em um parceiro que demonstra sensibilidade dentro da trama, mesmo quando está verde, grunhindo e esmagando. Torna-se impossível deixar de lado as participações e interações de Loki (Tom Hiddleston), Grão-Mestre (Jeff Goldblum) e principalmente Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch), dando às referências a outros filmes de heróis um aspecto ainda mais interessante.

O antagonismo do filme é bem sustentado por uma forte personagem. A deusa da morte, Hela (Cate Blanchett), consegue impor respeito e medo, apesar das mortes gratuitas e sem peso de personagens próximos a Thor (outro ponto considerado negativo para muitos fãs). Deve-se ressaltar que Hela consegue ser versátil em suas atuações, exaltando a beleza de quem a interpreta.

No contexto geral, todos parecem se divertir neste filme, até mesmo Waititi que dubla a voz do grande e carismático Korg. Thor: Ragnarok é um filme pipoca que mistura receitas de Guardiões da Galáxia e Vingadores. Com certeza, uma ideia aplicada ao personagem que irá trazer divergências de opiniões, entretanto, continua sendo um produto que segue o otimismo e o entusiasmo do Universo Marvel.

Nota Bang de qualidade: 9,0

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Por Moezio Vasconcellos; Revisado por Priscila Melo / Equipe Bang

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Blade Runner: 2049 | Crítica
   Canal  Bang  │     6 de outubro de 2017   │     20:32  │  0

Finalmente a continuação de um dos grandes ícones cult da ficção científica chegou aos cinemas mundiais. Um público seleto estava aguardando ansiosamente pela estreia de Blade Runner: 2049. O diretor Denis Villeneuve manteve a proposta de 35 anos atrás, comandada pelo cineasta Riddley Scott no primeiro filme que estreou em 1982 como uma adaptação do livro de Philip K. Dick, “Androides sonham com ovelhas elétricas?“.

Era de se esperar que houvesse uma lapidação especial quanto ao novo filme de Blade Runner. Honrando veementemente as expectativas, o longa conseguiu surpreender e fazer os verdadeiros fãs mergulharem de cabeça em um futuro distópico cyberpunk, possibilitando a exploração de uma sociedade altamente tecnológica e de decadência social. O filme debate sobre o funcionamento da caracterização humana e como seria o próximo passo da cadeia evolutiva num contexto de criação natural e artificial. Outro ponto forte do filme são as questões filosóficas sobre o sentido da existência e a autoconsciência. Mescladas e com bastante espaço para os pensamentos reflexivos entre as cenas, é possível ficar a deriva em um mar de incertezas de possibilidades e sobre como a humanidade conseguiu interferir diretamente no próprio curso evolutivo da espécie.

É preciso assistir e ao mesmo tempo refletir sobre a trama que envolve K (Ryan Gosling), um caçador de androides, e como o enredo o leva a procura do velho conhecido Rick Deckard (Harrison Ford) após 30 anos do seu desaparecimento. Mais uma vez, temos fortes presenças antagônicas comandadas pelo enigmático empresário Niander Wallace (Jared Leto), ao lado da temida replicante Luv (Sylvia Hoeks).

A nostalgia está presente em todos os momentos. Na chuva ácida que insiste em cair, nos hologramas e referências orientais, nas cenas sem diálogos e de lentidão reflexiva, nos dilemas de crise de identidade e na dúvida sobre o que Deckard realmente é. Tudo continua lá! Como uma verdadeira obra prima, Blade Runner: 2049 já deixou claro que algumas de suas cenas serão eternizadas no cinema e que é totalmente possível manter uma atmosfera clássica oitentista num filme moderno que possui admiráveis efeitos especiais e sonoros. Como não se arrepiar ouvindo a clássica trilha sonora construída sob os sintetizadores dos anos 80? Neste ponto, os compositores Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer deram um grande exemplo de reformulação sutil.

Este não é um filme pop e muito menos um filme de ação. Não é para a grande maioria. Apresenta-se como sendo muito mais do que isso. O Canal Bang te aconselha a separar um bom tempo (cerca de 3 horas de duração) e manter a mente aberta para compreender e se fascinar com o universo de Blade Runner: 2049. Um conselho dado, principalmente, para aqueles que gostam dos cenários cinematográficos cyberpunk, cult e reflexivo.

Nota Bang de qualidade: 9,5

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Os Defensores | Crítica
   Canal  Bang  │     21 de agosto de 2017   │     15:01  │  0

Finalmente a série que une os quatro vigilantes urbanos da Marvel na Netflix teve a sua estreia nesta sexta (18/08) e o Canal Bang já fez a sua maratona no final de semana e conferiu o que este projeto tentou trazer para este universo compartilhado. Era de se esperar que cada vigilante tivesse a sua importância ao longo dos episódios. Deve ter sido um grande desafio colocar personagens tão diferentes convergindo dentro de um mesmo enredo. De cara os fãs se reencontram com Matthew, Luke, Jéssica e Danny na expectativa do encontro entre eles que só acontece algum tempo após o início da série. Cada um trouxe consigo os pontos positivos de suas narrativas individuais, ou os pontos negativos como será discutido mais adiante.

Com o passar dos episódios o enredo resgatou momentos de grande importância das séries anteriores relacionando-os com a principal ameaça apresentada em Os Defensores. O Tentáculo voltou mais forte do que nunca mostrando a força de cada um dos seus membros comandantes que são guiados e controlados por Alexandra que é interpretada pela incrível Sigourney Weaver. É notável o peso dos diálogos e as referências a eventos que ocorreram no passado.

A química entre os heróis existe. Cada um se esforçou para fazer parte da equipe, especialmente Danny Rand, que se tornou o principal elo com o Tentáculo na trama. Entretanto, Finn Jones é quem deve continuar se esforçando para que a sua atuação convença aos fãs, principalmente nas cenas de luta que deveriam ser a essência do Punho de Ferro. Este problema já tinha sido diagnosticado na trama solo do personagem e o ator ainda parece perdido e com pouca destreza marcial. A compensação vem no domínio de luta do Demolidor (Charlie Cox) e Elektra Natchios (Élodie Yung), tornando a ação melhor a cada episódio. Sabemos que Luke (Mike Colter) e Jéssica (Krysten Ritter) possuem uma super força, o que explicaria nos dois a falta de perícia em artes marciais.

Passando por essa análise, a trama, apesar de regular, é envolvente em um nível similar ao das outras séries da Marvel na Netflix. De uma forma geral é sempre bom voltar a este universo, principalmente quando os episódios finais deixam um espaço para futuras continuações. Por fim, não deixem de ficar para o teaser pós créditos. Frank está chegando!

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Homem-Aranha: De Volta ao Lar | Crítica
   Canal  Bang  │     6 de julho de 2017   │     10:27  │  0

Como a maioria dos trailers sugeriram, Homem-Aranha: De Volta ao Lar fez sua estreia tentando cumprir com sua missão dentro do universo cinematográfico da Marvel. É difícil analisar, individualmente, um filme, quando ele é apenas uma das peças de um quebra-cabeça em busca de coesão à medida em que vai crescendo e com o mais novo filme do Homem-Aranha não foi diferente. Com duas versões anteriores, interpretadas por Tobey Maguire e Andrew Garfield, esta nova narrativa foca no amadurecimento de Peter Parker em meio a uma Nova York que superou a invasão dos Chitauris e que, ao mesmo tempo, demonstra a ganância através do domínio de uma tecnologia alienígena reciclada. Não seria necessário apresentar mais uma origem do herói, quando os fãs já sabem muito bem do que uma aranha radioativa é capaz. Estava na hora de aproveitar a incrível surpresa de Capitão América: Guerra Civil e continuar honrando um dos super-heróis mais populares que já existiram.

Pelo visto a fórmula deu certo e os estúdios Marvel deu de presente aos fãs um filme que equilibra muito bem os momentos de ação, humor e drama. De início, temos a revelação da construção do personagem de Michael Keaton, e um personagem convence a partir do momento em que as pessoas se colocam no lugar dele e se enxergam, cometendo os mesmos atos. O vilanismo clássico é deixado de lado e é dado lugar a um Abutre que tenta sobreviver, sem refletir sobre as consequências de seus atos. Ao lado dele, encontram-se outros personagens conhecidos das HQs e que, possivelmente, poderiam dar muito trabalho ao Homem-Aranha, deixando o fã service ainda melhor.

 

 

Assim como os grandes membros dos Vingadores, o Aranha de Tom Holland é digno de ter a sua própria estória e apesar da relação mestre-aprendiz e a presença constante de Tony Stark (Robert Downey Jr.) e do carismático Happy Hogan (Jon Favreau), a interpretação de Holland continua sendo o destaque e é uma das maiores personificações dos fãs em um filme, onde todos que acompanham este universo gostariam de estar inseridos. Com as incríveis referências aos clássicos “Curtindo a Vida Adoidado” e “Clube dos Cinco“, o humor provocado pelas situações de um típico personagem adolescente é notável, seja pela amizade entre dois nerds, pelo clima de romance, quando a garota dos sonhos ganha a tela ou até mesmo através dos vídeos educacionais que testam a concentração e a paciência de qualquer pessoa.

 

 

Entretanto, nem tudo são rosas. Alguns fãs “raiz”, provavelmente, irão estranhar bastante um uniforme construído com a tecnologia Stark ao invés do velho colante costurado pelas próprias mãos do Peter Parker. Toda a tecnologia acaba diminuindo o protagonista, passando a impressão de que as decisões não são tomadas pelo Cabeça de Teia e que, apesar dele saber que ainda está no controle, se perde com a ilusão de que o traje é que faz o herói (ele ganha uma bela lição de moral por isso).

Neste filme, aprendemos a nos divertir mais com o Peter Parker do que com o Homem Aranha. De volta ao Lar nos proporciona boas risadas e confere um gosto incrível à pipoca que estamos saboreando. Entretanto, muitos irão se deparar com aqueles que ainda preferem roteiros como os apresentados nos dois primeiros filmes dirigidos por Sam Raimi no início dos anos 2000. Apesar dos prós e contras, uma coisa é certa: a casa das ideias conseguiu acertar mais um encaixe no seu incrível quebra-cabeça, provocando a ansiedade pelas próximas narrativas do incrível Homem-Aranha dentro deste universo.

 

 

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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CRÍTICA | A MÚMIA
   Canal  Bang  │     11 de junho de 2017   │     11:28  │  0

O primeiro título lançado pela Universal para a franquia Dark Universe fez mais que o esperado e menos que o prometido. A sensação deixada em quem sai da sessão é a seguinte: quem produziu esse filme ficou tão empolgado com o que estava fazendo que pecou pelo excesso. A história apresenta – como é de praxe – o retorno de uma múmia amaldiçoada, em busca de vingança. Desta vez uma mulher, a princesa Ahmanet, que precisa terminar seu ritual para trazer o deus Set vivo no corpo de um escolhido e ao lado dele exercer o reinado que lhe foi tomado.

Com o roteiro fraco e muito corrido de Jon Spaihts (roteirista – Doutor Estranho), a empatia simplesmente não acontece. Você não consegue sentir pena ou raiva ou sequer shippar o casal Nick (Tom Cruise) e Jenny (Annabelle Wallace). Além disso, o roteiro poderia ser mais humilde e não entregar tudo de uma vez, logo de cara. Um bom exemplo disso é a aparição do Dr Jekyll (Russell Crowe) desde o início da trama. É certo que o personagem é fundamental para essa história e o que ela representa para o resto da franquia, mas a surpresa acerca desse personagem não precisaria ser entregue aqui. Seria mais sensato deixar, no máximo, uma sugestão sutil numa cena pós créditos.

A história é muito corrida, com muitos núcleos e muita história pra pouco tempo, com um aspecto “piscou, perdeu”, tornando o plano sequência picotado de uma forma que não dá pra ignorar. Além de contar com uma tentativa de fan service, que na verdade se tornou clichê e não agradou quem queria ver algo diferente e não mais do mesmo, mas também existem bons fan services durante o filme… Os mais atentos irão perceber os objetos utilizados.

Pra quem esperava por um filme de monstro que de fato inspirasse medo, a combinação roteiro + Sofia Boutella deixou um quê de “qualquer nota”, apesar do enredo interessante. Faltou fúria e ódio na atuação e cenas de destruição que dessem credibilidade à ameaça.

Visualmente, o filme é bem feito, a ambientação, apesar de ter pouco espaço, é realista e conta com muitos itens fiéis à cultura egípcia. Já os efeitos também foram sofríveis em vários momentos. A pior ideia de produção/roteiro em relação ao longa foram as cenas de alívio cômico à cargo do companheiro de saque de Nick, o sargento Vail. Esse é o tipo de filme que não precisa de comédia e foi exatamente isso que estragou a franquia estrelada por Brendan Fraser, com a mesma temática.

A forma como o desfecho é apresentado também não te permite criar um elo emotivo com o protagonista, apesar do plot impor a ele uma decisão de sacrifício. A frase de efeito do Dr Jekyll no final ajuda a gente se envolver um pouco mais com o personagem de Cruise, que deve voltar a dar as caras no decorrer da franquia.

Por fim, é um filme que te diverte se você tiver atenção a ele. Vale pela bela apresentação que Russell Crowe faz do Sr Hyde e podemos dizer que até os momentos de impossível sobrevivência do personagem de Tom Cruise são justificados pela própria trama. É um filme de introdução e pela importância dele para o que está por vir no Dark Universe, esse longa passou arrastando!

Nota Bang de qualidade: 6,0

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Por Susy Ferreira / Equipe Bang

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