Category Archives: Críticas

Venom | Crítica
   Canal  Bang  │     8 de outubro de 2018   │     20:26  │  0

Atenção possíveis SPOILERS abaixo!

O benefício de adaptar qualquer propriedade intelectual existente para a tela do cinema, é que os estúdios sempre sabem que existe uma grande audiência esperando ansiosamente para assistir/consumir ($$$) o produto. Seja o material adaptado de um livro, um videogame ou até mesmo de uma linha de brinquedos, a lógica é simples e direta: “se alguém gostou de uma história em seu meio original, provavelmente ficará curiosa o suficiente sobre uma versão do filme”. E isto também é verdade no que diz respeito as histórias em quadrinhos. Os roteiristas precisam apenas fazer uma referência a um determinado enredo em seu roteiro ou adicionar uma cena pós-créditos de um vilão aclamado dos fãs, e bingo! Na maioria das vezes, as pessoas que amam a propriedade original respondem de forma positiva à adaptação.

Mas para um filme de grande orçamento ter sucesso, ele também tem que funcionar para todos os outros, o grande público e não apenas para os superfãs. E é aí que o Venom de Ruben Fleischer tem sérios problemas. O filme é um verdadeiro acidente de trem, uma bagunça cinematográfica, com roteiro fraco e atuações medianas, misturando e combinando tons descontroladamente dissonantes, invenções de enredos bizarros e uma “performance” de direção verdadeiramente única. O longa está cheio de momentos estranhos em cenas mal dirigidas, em alguns momentos lembra os filmes de super-heróis dos anos 90.

Tom Hardy interpreta Eddie Brock, um jornalista investigativo com seu próprio programa de TV dedicado a derrubar os poderes corporativos malignos. Um dia, Eddie é designado para fazer um artigo sobre a ‘The Life Foundation’. Por outro lado, Dr. Carlton Drake (Riz Ahmed), é um magnata da tecnologia e megalomaníaco, que acredita que a extinção da raça humana é uma questão de tempo. Anne Weying (Michelle Williams) é a noiva de Brock e trabalha em um escritório de advocacia que representa a fundação de Drake. Tudo parece correr bem até Eddie invadir o computador da noiva para encontrar provas incriminatórias e depois fazer uma pegadinha em sua entrevista com Carlton Drake.

Como resultado, a vida de Eddie vira de ponta cabeça: Anne o deixa, ele perde o emprego e, seis meses depois, ele está reduzido a procurar um emprego de lavador de pratos. É aí que a Dra. Dora Skirth (Jenny Slate) se aproxima dele para explicar que ela trabalha para Drake, e que ele tem feito experiências de seres humanos com formas de vida alienígena, os chamado “simbiontes”. Desesperado, Eddie resolve investigar, e é infectado por um simbionte que eventualmente se apresenta a ele como Venom.

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Por Thales Hill Equipe Bang

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O Predador | Crítica
   Canal  Bang  │     15 de setembro de 2018   │     0:36  │  0

A década de 80 foi o ápice da produção de filmes de ação, terror e ficção científica, com o lançamento de vários clássicos dos gêneros e a revelação de atores que ainda hoje capturam a imaginação dos cinéfilos. Nesta mesma década, grandes alienígenas tomaram conta do cinema, foi  o caso de Enigma do Outro Mundo, O segredo do Abismo, E.T.: O Extra-Terreste, Inimigo Meu e Alien: O Oitavo Passageiro fascinando ou aterrorizando aquela geração. A Guerra do Vietnã ainda deixava cicatrizes recentes. De uma mistura desses três sentimentos, nasceu a franquia Predador. A opressão da floresta e os soldados violentos estavam lá, halterofilistas e armados até os dentes  (tínhamos Arnold Schwarzenneger e Carl Weathers protagonizando). Como antagonista, um alienígena caçador e implacável, igualmente habilidoso e com tanto desejo de sangue quanto os soldados.

Até hoje, o monstro faz parte da cultura pop, mesmo que sua produção tenha caído após a sequência lançada em 1990. O novo filme, que chegou nesta quinta-feira (13) aos cinemas, veio para tentar trazer de volta a idade de ouro da ação e da violência, ao mesmo tempo em que demonstra, desde o título, sua intenção de reiniciar a franquia. O Predador não é exatamente um reboot, mas uma tentativa de abrir a porta para uma nova geração de fãs. Em termos de cronologia, o longa só leva em consideração os dois primeiros filmes: Predador (1987) e Predador 2 (1990). Porém, ele reaproveita alguns conceitos dos filmes mais recentes, como algumas armas e os “cachorros” alienígenas de Predadores (2010). Diante de todo o enredo, os animais são uma das adições que realmente criam momentos tensos no decorrer do história.

Sem fugir do foco, o estilo do filme oferece um tom cômico à violência. Somando o roteiro à fotografia, O Predador é um divertimento para a antiga geração, despreocupado com os seus absurdos. Talvez, muitos interpretem como uma piada; um reflexo da direção de Shane Black que tentou fazer do antigo algo atual, quer você goste ou não. Mesmo assim, em um mercado cinematográfico dominado por franquias, O Predador almeja dominar e entrega resultados aceitáveis. É um filme pipoca em sua essência, com elementos e easter eggs que trarão sorrisos aos fãs do passado, mas também, um olhar claro para o futuro.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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Alfa | Crítica
   Canal  Bang  │     7 de setembro de 2018   │     13:07  │  0

Pegando a deixa do sucesso de O Regresso, o diretor Albert Hughes escreveu um roteiro também focado na sobrevivência de um caçador, que está totalmente mergulhado na natureza selvagem até encontrar o líder de uma alcateia e construir uma relação de amizade e confiança. Separados de suas famílias, homem e lobo aos poucos descobrem semelhanças e enxergam na união a vantagem de uma melhor sobrevivência. Tudo isso diante de cenários fascinantes, convencendo ao público que aquele mundo é realmente uma boa representação da Terra pré-histórica.

O filme começa com uma caçada a uma manada de búfalos (ancestrais) construídos em CGI. Com certeza a pior cena do filme devido a baixa qualidade dos efeitos. A partir deste ponto tudo melhora, mas não ao nível de ocasionar algum evento realmente diferencial. Os efeitos especiais dos animais pouco explorados e produzidos por computador criam uma sensação de artificialidade que é fatal para uma produção como esta. Alfa não consegue alcançar todo o seu potencial dramático e devido a isso a maioria do público talvez não consiga se conectar.

O filme não possui muitos personagens, e os únicos que geram discussões mais profundas são aqueles que representam pai e filho. Como o pai, Tau (Jóhannes Haukur Jóhannnesson), não possui muito tempo de cenas, suas falas resumem-se à frases motivacionais e sábias para lapidar o caráter do jovem caçador em formação. Devido a essas e outras grandes restrições, o ator que interpreta Keda (Kodi Smit-McPhee) está sempre em situações-clichê que não desenvolvem o seu desempenho e tornando desnecessários alguns esforços de sobrevivência.

Mesmo com a diversão comprometida e pela visão levemente deturpada que é criada a respeito de uma relação entre espécies, Alfa foge do esteriótipo americano de ação e drama, sendo mais similar a um documentário racional, com enredo estável e que não acarreta em cenas de tirar o fôlego, exceto pela incrível fotografia e cenários fascinantes que nos levam a reflexão sobre como seria viver no mundo a 20 mil anos atrás.

Nota Bang de qualidade: 7,5

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A Freira | Crítica
   Canal  Bang  │     6 de setembro de 2018   │     16:09  │  0

O universo, iniciado por James Wan em 2013, possui uma temática peculiar que é feita sob medida para um enredo expandido. Nos filmes principais, o casal Ed Warren (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) enfrenta alguns demônios que estão sendo mais explorados em produções individuais. Foi assim com a boneca Annabelle e em A Freira, que possui o foco na entidade Valak, apresentada em Invocação do Mal 2. Comandanda por Corin Hardy de A Maldição da Floresta, a trama retorna cerca de 20 anos no passado, durante a década de 1950, mostrando uma morte trágica de uma freira enforcada em um velho convento. O Vaticano envia o padre Burke (Demián Bichir) e a noviça Irene (Taissa Farmiga) para avaliarem se o local ainda é sagrado.

Com grandes expectativas, a promessa de “filme mais aterrorizante do universo de Invocação do Mal” não se concretiza, mas ainda assim, a ideia consegue ser mais interessante do que os dois casos sobre a boneca Annabelle. O derivado da franquia iniciada por James Wan teve um roteiro de Gary Dauberman, que acabou contando com uma equipe gigantesca do departamento de som, conseguindo potencializar as cenas do texto dramático.

Cronologicamente responsável por ser o primeiro capítulo da franquia, A Freira é o quinto filme do universo de Invocação do Mal, um dos melhores referentes ao visual e ao enredo. A direção de fotografia de Maxime Alexandre é realmente digna de elogios, com bons enquadramentos e estética deslumbrante, sempre captando o melhor dos cenários de Gina Calin e dos figurinos de Sharon Gilham.  Os bons filmes de terror precisam dar muita atenção a todos esses aspectos visuais para a construção da melhor atmosfera narrativa. Filmado em Bucareste, capital da Romênia, as imagens captadas em A Freira são notavelmente valiosas, numa demonstração de beleza em meio a uma história profana e pesada. A edição de Michel Aller e Ken Blackwell, também torna-se eficiente, com cortes bem administrados na captura e exposição das cenas ao público.

Apesar dos acertos visuais, não é possível dizer o mesmo sobre roteiro. A história não chega a ser ruim, mas a presença de alguns furos e personagens não aproveitados faz com que o enredo deixe a desejar. Narrativas de origem frequentemente focam em informações sobre o passado dos personagens e o que temos aqui não é exatamente a construção da trajetória do demônio Valak. Essas falhas acabam sendo um pouco mascaradas pela escolha do elenco que deu o seu melhor. Taissa Farmiga está sensacional no papel da Irmã Irene, com uma atuação tão poderosa quanto a de sua irmã Vera Farmiga, a protagonista dos filmes de Invocação do Mal.

Mesmo não tendo acompanhado aos filmes anteriores, é possível assistir A Freira e ainda ter um aproveitamento completo e independente. Quem está neste grupo, provavelmente se inspirará para mergulhar neste universo de terror contemporâneo. O filme criou algumas questões que continuam sem respostas, o que deixará a maioria do público ainda mais intrigada e com expectativas para futuros filmes da franquia. No final das contas, vale a pena ir ao cinema e conferir esta nova produção.

Nota Bang de qualidade: 8,0

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Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas | Crítica
   Canal  Bang  │     3 de setembro de 2018   │     16:14  │  0

Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas finalmente chegou nas telonas com a missão de mostrar o tempero das animações do universo DC. O longa animado desliza na cultura pop, e não somente do seu próprio universo. O filme apresenta-se atual e crítico para aqueles que souberem entender suas entrelinhas, mostrando até mesmo o Deadpool como uma diminuição do gênero cômico na tentativa de usar da censura para justificar piadas clichês.

O longa é um episódio ampliado da animação. O traço continua o mesmo mas com uma melhor lapidação, lembrando a era de ouro do Cartoon Cartoons na Cartoon Network dos anos 90. Os primeiros minutos da animação são uma grande referência à As Meninas Superpoderosas, tanto por sua trama quanto pelo desenho do cenário e dos figurantes. Os Titãs entram em ação mostrando a primeira das cenas musicais que recheiam o filme de forma sensata e que não satura o público mais velho.

Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas brincou demais com os personagens e problemas que o estúdio já teve em seu universo cinematográfico. Fazendo isso, a Warner Bros. Animation dá o primeiro passo para mudar uma postura que muitas vezes é vista como sisuda pelos fãs. Se os produtores conseguem reconhecer os próprios erros, talvez isso deixe o público mais tranquilo quanto ao que está sendo preparado para o futuro da DC nos cinemas.

O filme não se sustenta somente com boas piadas. O roteiro de Michael Jelenic e Aaron Horvath apostou em uma história mais séria para o Robin. O antigo parceiro do Batman questiona-se sobre o que é necessário para ser um herói de verdade e, ao fazer isso, cria uma conexão imediata com os espectadores. Quem nunca pensou se estava realmente fazendo a coisa certa? É possível, mesmo diante de atos corretos, tornar-se uma pessoa ainda melhor? É interessante como o filme consegue colocar questões tão específicas em um enredo tão leve.

O público infantil com certeza irá se divertir bastante com esta animação, mas são os mais velhos que terão uma visão maior do impacto do filme, tanto por entenderem melhor as diversas referências, quanto por uma maior compreensão da crítica final sobre a alienação da equipe e dos estúdios a respeito do gênero dentro da indústria cinematográfica atual.

Nota Bang de qualidade: 9,0

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Megatubarão | Crítica
   Canal  Bang  │     11 de agosto de 2018   │     11:15  │  0

O roteiro foi assinado por por Jon HoeberDean Georgaris e Eric Hoeber e é baseado na série de livros “Meg”, do escritor Steven Alten, tendo a direção
Jon Turteltaub. No elenco temos Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson, Ruby Rose, Winston ChaoPage KennedyJessica McNameeÓlafur Darri Ólafsson entre outros secundários.

Em 1975 Steven Spielberg atraiu espectadores com o explosivo “Tubarão”, um dos maiores suspenses do cinema. Durante o passar dos anos surgiram projetos tentando repetir o sucesso de Spielberg. Nos últimos anos ficamos escassos de longas com tubarões antagonistas. Com este novo clássico, o esquema foi diferente. Desde as primeiras imagens divulgadas já tinha causado impacto pela dimensão da criatura marinha, frases de efeito e o manancial de cenas exageradas.

A trama de “Megatubarão” é o encontro dos humanos contemporâneos com o maior tubarão de todos os tempos. Onde o bilionário Rainn Wilson investe numa expedição submarina com desejos de encontrar o novo ponto mais profundo do planeta. Após uma falha da equipe, o mergulhador especializado em resgates submarinos, Jonas Taylor (Jason Statham), é recrutado para salvar a tripulação. Taylor estava desacreditado e isolado do mundo após um de seus resgates ter falhado.

O primeiro ato da produção é bastante interessante, rendendo bons sustos e o bom velho clichê que retarda a aparição do monstro marinho, o que deixou o segundo ato um pouco cansativo e longo. Quando a criatura é apresentada vemos um CGI bastante competente, o que é bastante relevante para este tipo de filme. Por fim, no terceiro ato, aparece os pecados do projeto O roteiro e o diretor optam por deixar de lado o tom mais realista e optam por colocar cenas onde um ser humano consegue fazer coisas que só são críveis nos universos dos super-heróis. Mesmo diante disso, o brilho da produção continua.

O longa contém cenas de ação que ajudam a criar um clima de suspense e tensão. A trilha sonora composta por Harry Gregson-Williams cria a atmosfera de que o perigo está sempre se aproximando. O roteiro do trio Jon Hoeber, Dean Georgaris e Eric Hoeber é bem dividido, com seus pontos fixos. Há o protagonista bonzinho, a cientista, a criança em apuros, cenas esperadas e o alívio cômico. “Megatubarão” “É um filme B” com orçamento grandioso, tornando-o memorável ou algo próximo. Jon Turteltaub nos entrega belas cenas de ação, bons sustos, bastante tensão e umas boas risadas.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Por Jorge Fossati / Equipe Bang

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Missão: Impossível – Efeito Fallout | Crítica
   Canal  Bang  │     28 de julho de 2018   │     12:21  │  0

A franquia menos sutil que você conhece está de volta e retornou para resgatar o que Ethan Hunt (Tom Cruise) consegue fazer de melhor. Existem franquias cinematográficas que possuem um conjunto de fatores que moldam a sua identidade. As mais duradouras conseguem se renovar a cada novo enredo sem perder a sua essência. O primeiro longa, Missão: Impossível, lançado em 1996 e dirigido por Brian De Palma, já tinha boa parte da atmosfera que definiria os filmes seguintes.

O capítulo mais caro até o momento, tornou-se também o mais complexo em relação à trama. O filme, que é uma continuação direta de Missão: Impossível – Nação Secreta, mostra Ethan Hunt tentando evitar uma ameaça nuclear e impedindo a fuga do terrorista Solomon Lane (Sean Harris) – vilão aclamado do filme anterior – da prisão. Vale o destaque para o agente da CIA August Walker (Henry Cavill) e o seu polêmico bigode. A presença do personagem forneceu um peso a mais aos eventos do enredo. Com tantas surpresas e diversos personagens, quem está assistindo, por vezes, pode precisar de um tempo para entender o que realmente está se passando na trama.

Apesar do retorno dos coadjuvantes, como as participações importantes de Ving Rhames e Simon Pegg, o ponto central não está presente na história funcional, mas sim na empolgante narrativa que motiva os acontecimentos que permitem M:I – Efeito Fallout ser uma grande conquista para o gênero. Diante de tudo isso, é conveniente classificar o longa como um dos filmes de ação mais incríveis dos últimos anos. Com o controle do roteiro, Christopher McQuarrie inventa e reinventa as artimanhas relacionadas às icônicas reviravoltas, preenchendo o filme com inúmeras delas, mas nunca de forma forçada. A compreensão da franquia possuída pelo diretor é tamanha que os momentos carregados com dramas aparecem apenas para mostrar que, na realidade, não é o que se pretende. Cada tensão é um impulso, que vai aumentando exponencialmente o interesse e o envolvimento com o filme.

Por outro lado, se fez presente um certo protagonismo através de Cruise, um ator de grande renome e que está em ótima forma. Este fator deu margem para que Ethan Hunt conduzisse a ação e não o contrário. Diversas vezes, o filme motiva uma reflexão sobre até que ponto as decisões dos personagens são realmente pensadas ou improvisadas – sendo resultados de pura sorte.

Não importa como você irá. Saltando de um helicóptero para um trem bala ou do lado de fora de um avião, a sua missão, caso aceite-a, é ir ao cinema mais próximo e assistir Missão: Impossível – Efeito Fallout. Realmente contém o impossível!

Nota Bang de qualidade: 9,0

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

 

 

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Homem-Formiga e a Vespa | Crítica
   Canal  Bang  │     5 de julho de 2018   │     13:03  │  0

A estréia do 20º filme do MCU traz de volta a trajetória do Homem-Formiga de Scott lang (Paul Rudd), desta vez ao lado da incrível Vespa de Hope Van Dyne (Evangeline Lilly), como indicado na cena pós-créditos do primeiro longa do herói. O filme não é grandioso como Vingadores: Guerra Infinita – e nunca teve essa pretensão.  É uma comédia leve e descompromissada, um divertimento perfeitamente dentro do espírito da franquia e com ótimas sequências de ação.

Outra vez coautor do roteiro, agora em parceria com Chris McKennaErik SommersAndrew Barrer e Gabriel Ferrari, Rudd traz ingenuidade e charme ao papel principal. A graça, entretanto, não é exclusiva do protagonista. A exemplo do ocorrido no longa anterior, o amigo de Scott, Luis (Michael Penã), rouba a maioria das cenas em que aparece. O elenco de apoio ainda tem o acréscimo do hilário agente Woo (Randall Park). O enredo não possui enrolação e se desenvolve de forma objetiva, com a vantagem de partir do contexto do universo quântico introduzido ao final de Homem-Formiga, além da parceria com o Capitão América que levou Scott a ficar 2 anos em prisão domiciliar. Diante desses eventos anteriores, o foco principal é o uso da exagerada miniaturização do prédio secreto onde Hank (Michael Douglas) e Hope trabalham freneticamente, transformando essa brincadeira completamente impossível em mais do que apenas um artifício.

Nem tudo é piada. O longa também introduz alguns elementos dramáticos quando expande um pouco a história e relação entre o Dr. Pym e a filha. Os vilões, apesar de pouco desenvolvidos, apresentam lógicas diferentes: o mafioso Burch (Walton Goggins) busca apenas lucro, entretanto a Fantasma (Hannah John-Kamen) tem justificativas particulares e desesperadoras para suas ações. Em meio a este simples antagonismo, temos Hank e Hope numa luta árdua para resgatar Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), ainda presa no reino quântico.

Não é aconselhável criar expectativas em obter respostas sobre algo relacionado ao incrível final de Vingadores: Guerra Infinita, entretanto Homem-Formiga e a Vespa consegue se estabelecer como um gostoso e divertido blockbuster para ser assistido com toda a família. Agarrando-se na dupla titular e em um dos criadores da tecnologia quântica, o filme é um capítulo singelo na grandiosa evolução do MCU.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Sicario: Dia do Soldado | Crítica
   Canal  Bang  │     2 de julho de 2018   │     17:59  │  1

Sicario: Terra de Ninguém surgiu pelas mãos de Dennis Villeneuve, um diretor que já possuía bons projetos em seu histórico, e pelo roteirista Taylor Sheridan que já carregava o sucesso do estranho e influente Traffic, filme do versátil Steven Soderbergh. Com Villeneuve e Sheridan, a temática do tráfico internacional de drogas assumiu uma roupagem de crueza e dubiedade que enriqueceu o enredo do filme, mesmo já sendo um tema esgotado e fadado a não apresentar novidades.

Mesmo sendo um filme muito bem recebido pela crítica especializada e pelo público, foi com estranheza que anunciaram a sequência Sicario: Dia do Soldado, visto que a bilheteria do primeiro longa não tinha sido estimulante, além do ciclo dos personagens que teve um final bem amarrado; ao menos era o que se esperava. Sem o dedo autoral de Villeneuve por trás, que expectativa seria criada sobre uma sequência que, a princípio, não seria necessária?

A continuação Sicario: Dia do Soldado revitaliza e inova no enredo. Villeneuve repassa a direção para o italiano Stefano Sollima e o resultado é um filme que, apesar de não ter as mesmas pretensões de Terra de Ninguém, se entrega sem medo e sem culpa às convenções de gênero. No filme, os personagens de Josh Brolin e Benicio Del Toro se unem para criar uma guerra artificial entre cartéis de drogas que estariam auxiliando jihadistas a entrar nos EUA através da fronteira com o México. Dia do Soldado reutiliza personagens e a atmosfera do primeiro filme para não descaracterizá-lo, permanecendo com a mesma visão niilista e machista.

O roteiro do longa acaba reforçando a brutalidade que ainda possui um apoio da incrível trilha de Hildur Guðnadóttir, compositor que trabalhou como solista na gravação da música do primeiro filme e retornou agora com os temas circulares e extenuantes do falecido Jóhann Jóhannsson. Da mesma forma que Guðnadóttir chega com despretensão e recicla parte da música do primeiro filme, Sicario: Dia do Soldado assume sua posição de derivado, onde os planos finais encerram o filme com uma homenagem aos clássicos filmes da máfia (Obviamente estamos falando do fascinante O Poderoso Chefão). Por fim, temos em exibição um filme que convence e que lhe deixa tenso e sempre aguardando a próxima reviravolta do enredo. Vale à pena assistir à essa continuação.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica
   Canal  Bang  │     15 de junho de 2018   │     12:31  │  0

Quem nunca pensou em como seria fascinante uma visita ao Parque dos Dinossauros? Como seria sentir a emoção de encontrar esses seres extintos e também de sentir a adrenalina quando algo desse errado? Ouvir a clássica música de John Williams e conhecer personagens cativantes? Bem, tudo isso é possível novamente pois Jurassic World: Reino Ameaçado, quinto filme da franquia Jurassic Park, acaba de chegar aos cinemas.

Após a nostalgia latente de Jurassic World: Mundo dos Dinossauros, que despertou ainda mais a saudade do público em rever os dinossauros desfilando no cinema, Jurassic World: Reino Ameaçado vai mais além ao reproduzir, também, personagens da trama original que sobreviveram ao longo dos anos da franquia. A criança da vez é interpretada pela novata Isabella Sermon, que acaba cativando por representar o espírito de descoberta. O fascínio diante dos dinossauros, mais uma vez, é explorado e associado a uma campanha para evitar uma nova extinção. Com um vulcão entrando em atividade na ilha Nublar, o mundo se pergunta se os animais “desextintos” (termo do filme) devem realmente ser salvos ou deixa-dos na ilha para seguir um novo “caminho natural”.

Logo na primeira sequência deste novo filme, é possível perceber o perfil do diretor Juan Antonio Bayoná. É notável a habilidade da utilização de mesclagem de sombras e luzes decorrentes de raios e tempestades, principalmente diante da aproximação de uma temível T-Rex. Egresso do cinema de terror, Bayoná até imprime sua identidade em Jurassic World: Reino Ameaçado, mas sem deixar de lado os arquétipos clássicos da franquia Jurassic Park. No fim das contas, este fator torna-se um ótimo motivo para agradar os antigos fãs da franquia.

Sem focar muito no debate que motiva a reflexão do filme, Jurassic World: Reino Ameaçado prefere rapidamente relembrar um ícone da franquia junto com os seus ideais e conceitos sobre a vida – Jeff Goldblum interpretando mais uma vez o grande cientista Ian Malcolm. Antes da ação, alguns minutos são gastos para reunir novamente Claire e Owen, até então separados e mais uma vez interpretados por Bryce dallas Howard e Chris Pratt. Um detalhe interessante na primeira aparição de Claire é o close em seu salto alto, uma referência divertida em relação a um dos ícones do longa anterior.

Com o retorno à ilha Nublar, o filme de fato tem início. Enfim, o retorno ao incrível Jurassic Park, terra dos esplêndidos dinossauros em CGI, que sempre fascinaram nas telas dos cinemas pela grandiosidade e detalhismo nos efeitos especiais. É como se a magia de 1993 ainda estivesse viva, entretanto, com muito mais tensão. Com batalhas entre dinossauros, velhos conhecidos ressurgem e, obviamente, a ganância humana consegue pôr tudo a perder (assim como em The Lost World – Jurassic Park). O perigo maior não é apenas pela lava vulcânica que está cada vez mais próxima, mas também pelas tentativas de sobrevivência dos personagens em meio ao desespero das espécies que estão em perigo na ilha.

As referências continuam presentes. O parque destruído no filme anterior, bem como fragmentos de um parque que nunca foi aberto na década de 90 estavam lá. Este longa conseguiu sustentar a ligação e o elo com todos os outros enredos. O filme termina deixando a grande expressão: “e agora?” No final, restou as indagações sobre os pontos que foram abertos. Como será o enredo do próximo filme? Como está a situação da ilha Sorna? A vida realmente encontrará um meio? Para refletir mais sobre essas perguntas corra até o cinema mais próximo, de preferência, com um bom estoque de pipoca. Jurassic World: Reino Ameaçado já está em exibição e cumprindo o seu papel dentro da franquia.

Nota Bang de qualidade: 9,0

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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