Category Archives: Críticas

Megatubarão | Crítica
   Canal  Bang  │     11 de agosto de 2018   │     11:15  │  0

O roteiro foi assinado por por Jon HoeberDean Georgaris e Eric Hoeber e é baseado na série de livros “Meg”, do escritor Steven Alten, tendo a direção
Jon Turteltaub. No elenco temos Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson, Ruby Rose, Winston ChaoPage KennedyJessica McNameeÓlafur Darri Ólafsson entre outros secundários.

Em 1975 Steven Spielberg atraiu espectadores com o explosivo “Tubarão”, um dos maiores suspenses do cinema. Durante o passar dos anos surgiram projetos tentando repetir o sucesso de Spielberg. Nos últimos anos ficamos escassos de longas com tubarões antagonistas. Com este novo clássico, o esquema foi diferente. Desde as primeiras imagens divulgadas já tinha causado impacto pela dimensão da criatura marinha, frases de efeito e o manancial de cenas exageradas.

A trama de “Megatubarão” é o encontro dos humanos contemporâneos com o maior tubarão de todos os tempos. Onde o bilionário Rainn Wilson investe numa expedição submarina com desejos de encontrar o novo ponto mais profundo do planeta. Após uma falha da equipe, o mergulhador especializado em resgates submarinos, Jonas Taylor (Jason Statham), é recrutado para salvar a tripulação. Taylor estava desacreditado e isolado do mundo após um de seus resgates ter falhado.

O primeiro ato da produção é bastante interessante, rendendo bons sustos e o bom velho clichê que retarda a aparição do monstro marinho, o que deixou o segundo ato um pouco cansativo e longo. Quando a criatura é apresentada vemos um CGI bastante competente, o que é bastante relevante para este tipo de filme. Por fim, no terceiro ato, aparece os pecados do projeto O roteiro e o diretor optam por deixar de lado o tom mais realista e optam por colocar cenas onde um ser humano consegue fazer coisas que só são críveis nos universos dos super-heróis. Mesmo diante disso, o brilho da produção continua.

O longa contém cenas de ação que ajudam a criar um clima de suspense e tensão. A trilha sonora composta por Harry Gregson-Williams cria a atmosfera de que o perigo está sempre se aproximando. O roteiro do trio Jon Hoeber, Dean Georgaris e Eric Hoeber é bem dividido, com seus pontos fixos. Há o protagonista bonzinho, a cientista, a criança em apuros, cenas esperadas e o alívio cômico. “Megatubarão” “É um filme B” com orçamento grandioso, tornando-o memorável ou algo próximo. Jon Turteltaub nos entrega belas cenas de ação, bons sustos, bastante tensão e umas boas risadas.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Missão: Impossível – Efeito Fallout | Crítica
   Canal  Bang  │     28 de julho de 2018   │     12:21  │  0

A franquia menos sutil que você conhece está de volta e retornou para resgatar o que Ethan Hunt (Tom Cruise) consegue fazer de melhor. Existem franquias cinematográficas que possuem um conjunto de fatores que moldam a sua identidade. As mais duradouras conseguem se renovar a cada novo enredo sem perder a sua essência. O primeiro longa, Missão: Impossível, lançado em 1996 e dirigido por Brian De Palma, já tinha boa parte da atmosfera que definiria os filmes seguintes.

O capítulo mais caro até o momento, tornou-se também o mais complexo em relação à trama. O filme, que é uma continuação direta de Missão: Impossível – Nação Secreta, mostra Ethan Hunt tentando evitar uma ameaça nuclear e impedindo a fuga do terrorista Solomon Lane (Sean Harris) – vilão aclamado do filme anterior – da prisão. Vale o destaque para o agente da CIA August Walker (Henry Cavill) e o seu polêmico bigode. A presença do personagem forneceu um peso a mais aos eventos do enredo. Com tantas surpresas e diversos personagens, quem está assistindo, por vezes, pode precisar de um tempo para entender o que realmente está se passando na trama.

Apesar do retorno dos coadjuvantes, como as participações importantes de Ving Rhames e Simon Pegg, o ponto central não está presente na história funcional, mas sim na empolgante narrativa que motiva os acontecimentos que permitem M:I – Efeito Fallout ser uma grande conquista para o gênero. Diante de tudo isso, é conveniente classificar o longa como um dos filmes de ação mais incríveis dos últimos anos. Com o controle do roteiro, Christopher McQuarrie inventa e reinventa as artimanhas relacionadas às icônicas reviravoltas, preenchendo o filme com inúmeras delas, mas nunca de forma forçada. A compreensão da franquia possuída pelo diretor é tamanha que os momentos carregados com dramas aparecem apenas para mostrar que, na realidade, não é o que se pretende. Cada tensão é um impulso, que vai aumentando exponencialmente o interesse e o envolvimento com o filme.

Por outro lado, se fez presente um certo protagonismo através de Cruise, um ator de grande renome e que está em ótima forma. Este fator deu margem para que Ethan Hunt conduzisse a ação e não o contrário. Diversas vezes, o filme motiva uma reflexão sobre até que ponto as decisões dos personagens são realmente pensadas ou improvisadas – sendo resultados de pura sorte.

Não importa como você irá. Saltando de um helicóptero para um trem bala ou do lado de fora de um avião, a sua missão, caso aceite-a, é ir ao cinema mais próximo e assistir Missão: Impossível – Efeito Fallout. Realmente contém o impossível!

Nota Bang de qualidade: 9,0

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Homem-Formiga e a Vespa | Crítica
   Canal  Bang  │     5 de julho de 2018   │     13:03  │  0

A estréia do 20º filme do MCU traz de volta a trajetória do Homem-Formiga de Scott lang (Paul Rudd), desta vez ao lado da incrível Vespa de Hope Van Dyne (Evangeline Lilly), como indicado na cena pós-créditos do primeiro longa do herói. O filme não é grandioso como Vingadores: Guerra Infinita – e nunca teve essa pretensão.  É uma comédia leve e descompromissada, um divertimento perfeitamente dentro do espírito da franquia e com ótimas sequências de ação.

Outra vez coautor do roteiro, agora em parceria com Chris McKennaErik SommersAndrew Barrer e Gabriel Ferrari, Rudd traz ingenuidade e charme ao papel principal. A graça, entretanto, não é exclusiva do protagonista. A exemplo do ocorrido no longa anterior, o amigo de Scott, Luis (Michael Penã), rouba a maioria das cenas em que aparece. O elenco de apoio ainda tem o acréscimo do hilário agente Woo (Randall Park). O enredo não possui enrolação e se desenvolve de forma objetiva, com a vantagem de partir do contexto do universo quântico introduzido ao final de Homem-Formiga, além da parceria com o Capitão América que levou Scott a ficar 2 anos em prisão domiciliar. Diante desses eventos anteriores, o foco principal é o uso da exagerada miniaturização do prédio secreto onde Hank (Michael Douglas) e Hope trabalham freneticamente, transformando essa brincadeira completamente impossível em mais do que apenas um artifício.

Nem tudo é piada. O longa também introduz alguns elementos dramáticos quando expande um pouco a história e relação entre o Dr. Pym e a filha. Os vilões, apesar de pouco desenvolvidos, apresentam lógicas diferentes: o mafioso Burch (Walton Goggins) busca apenas lucro, entretanto a Fantasma (Hannah John-Kamen) tem justificativas particulares e desesperadoras para suas ações. Em meio a este simples antagonismo, temos Hank e Hope numa luta árdua para resgatar Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), ainda presa no reino quântico.

Não é aconselhável criar expectativas em obter respostas sobre algo relacionado ao incrível final de Vingadores: Guerra Infinita, entretanto Homem-Formiga e a Vespa consegue se estabelecer como um gostoso e divertido blockbuster para ser assistido com toda a família. Agarrando-se na dupla titular e em um dos criadores da tecnologia quântica, o filme é um capítulo singelo na grandiosa evolução do MCU.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Sicario: Dia do Soldado | Crítica
   Canal  Bang  │     2 de julho de 2018   │     17:59  │  1

Sicario: Terra de Ninguém surgiu pelas mãos de Dennis Villeneuve, um diretor que já possuía bons projetos em seu histórico, e pelo roteirista Taylor Sheridan que já carregava o sucesso do estranho e influente Traffic, filme do versátil Steven Soderbergh. Com Villeneuve e Sheridan, a temática do tráfico internacional de drogas assumiu uma roupagem de crueza e dubiedade que enriqueceu o enredo do filme, mesmo já sendo um tema esgotado e fadado a não apresentar novidades.

Mesmo sendo um filme muito bem recebido pela crítica especializada e pelo público, foi com estranheza que anunciaram a sequência Sicario: Dia do Soldado, visto que a bilheteria do primeiro longa não tinha sido estimulante, além do ciclo dos personagens que teve um final bem amarrado; ao menos era o que se esperava. Sem o dedo autoral de Villeneuve por trás, que expectativa seria criada sobre uma sequência que, a princípio, não seria necessária?

A continuação Sicario: Dia do Soldado revitaliza e inova no enredo. Villeneuve repassa a direção para o italiano Stefano Sollima e o resultado é um filme que, apesar de não ter as mesmas pretensões de Terra de Ninguém, se entrega sem medo e sem culpa às convenções de gênero. No filme, os personagens de Josh Brolin e Benicio Del Toro se unem para criar uma guerra artificial entre cartéis de drogas que estariam auxiliando jihadistas a entrar nos EUA através da fronteira com o México. Dia do Soldado reutiliza personagens e a atmosfera do primeiro filme para não descaracterizá-lo, permanecendo com a mesma visão niilista e machista.

O roteiro do longa acaba reforçando a brutalidade que ainda possui um apoio da incrível trilha de Hildur Guðnadóttir, compositor que trabalhou como solista na gravação da música do primeiro filme e retornou agora com os temas circulares e extenuantes do falecido Jóhann Jóhannsson. Da mesma forma que Guðnadóttir chega com despretensão e recicla parte da música do primeiro filme, Sicario: Dia do Soldado assume sua posição de derivado, onde os planos finais encerram o filme com uma homenagem aos clássicos filmes da máfia (Obviamente estamos falando do fascinante O Poderoso Chefão). Por fim, temos em exibição um filme que convence e que lhe deixa tenso e sempre aguardando a próxima reviravolta do enredo. Vale à pena assistir à essa continuação.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica
   Canal  Bang  │     15 de junho de 2018   │     12:31  │  0

Quem nunca pensou em como seria fascinante uma visita ao Parque dos Dinossauros? Como seria sentir a emoção de encontrar esses seres extintos e também de sentir a adrenalina quando algo desse errado? Ouvir a clássica música de John Williams e conhecer personagens cativantes? Bem, tudo isso é possível novamente pois Jurassic World: Reino Ameaçado, quinto filme da franquia Jurassic Park, acaba de chegar aos cinemas.

Após a nostalgia latente de Jurassic World: Mundo dos Dinossauros, que despertou ainda mais a saudade do público em rever os dinossauros desfilando no cinema, Jurassic World: Reino Ameaçado vai mais além ao reproduzir, também, personagens da trama original que sobreviveram ao longo dos anos da franquia. A criança da vez é interpretada pela novata Isabella Sermon, que acaba cativando por representar o espírito de descoberta. O fascínio diante dos dinossauros, mais uma vez, é explorado e associado a uma campanha para evitar uma nova extinção. Com um vulcão entrando em atividade na ilha Nublar, o mundo se pergunta se os animais “desextintos” (termo do filme) devem realmente ser salvos ou deixa-dos na ilha para seguir um novo “caminho natural”.

Logo na primeira sequência deste novo filme, é possível perceber o perfil do diretor Juan Antonio Bayoná. É notável a habilidade da utilização de mesclagem de sombras e luzes decorrentes de raios e tempestades, principalmente diante da aproximação de uma temível T-Rex. Egresso do cinema de terror, Bayoná até imprime sua identidade em Jurassic World: Reino Ameaçado, mas sem deixar de lado os arquétipos clássicos da franquia Jurassic Park. No fim das contas, este fator torna-se um ótimo motivo para agradar os antigos fãs da franquia.

Sem focar muito no debate que motiva a reflexão do filme, Jurassic World: Reino Ameaçado prefere rapidamente relembrar um ícone da franquia junto com os seus ideais e conceitos sobre a vida – Jeff Goldblum interpretando mais uma vez o grande cientista Ian Malcolm. Antes da ação, alguns minutos são gastos para reunir novamente Claire e Owen, até então separados e mais uma vez interpretados por Bryce dallas Howard e Chris Pratt. Um detalhe interessante na primeira aparição de Claire é o close em seu salto alto, uma referência divertida em relação a um dos ícones do longa anterior.

Com o retorno à ilha Nublar, o filme de fato tem início. Enfim, o retorno ao incrível Jurassic Park, terra dos esplêndidos dinossauros em CGI, que sempre fascinaram nas telas dos cinemas pela grandiosidade e detalhismo nos efeitos especiais. É como se a magia de 1993 ainda estivesse viva, entretanto, com muito mais tensão. Com batalhas entre dinossauros, velhos conhecidos ressurgem e, obviamente, a ganância humana consegue pôr tudo a perder (assim como em The Lost World – Jurassic Park). O perigo maior não é apenas pela lava vulcânica que está cada vez mais próxima, mas também pelas tentativas de sobrevivência dos personagens em meio ao desespero das espécies que estão em perigo na ilha.

As referências continuam presentes. O parque destruído no filme anterior, bem como fragmentos de um parque que nunca foi aberto na década de 90 estavam lá. Este longa conseguiu sustentar a ligação e o elo com todos os outros enredos. O filme termina deixando a grande expressão: “e agora?” No final, restou as indagações sobre os pontos que foram abertos. Como será o enredo do próximo filme? Como está a situação da ilha Sorna? A vida realmente encontrará um meio? Para refletir mais sobre essas perguntas corra até o cinema mais próximo, de preferência, com um bom estoque de pipoca. Jurassic World: Reino Ameaçado já está em exibição e cumprindo o seu papel dentro da franquia.

Nota Bang de qualidade: 9,0

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Deadpool 2 | Crítica
   Canal  Bang  │     18 de maio de 2018   │     0:36  │  1

O primeiro filme de Deadpool seguiu à risca o que as HQs do mercenário têm de mais forte no ramo dos quadrinhos. O longa chegou aos cinemas, causando um grande impacto pelo fator surpresa. A continuação, Deadpool 2, tenta se manter focada no que deu certo no primeiro filme, principalmente, nas piadas e nas referências. Deadpool 2 acaba funcionando como uma continuação direta dos eventos de Deadpool, estabelecendo, ainda mais, o personagem no gênero cômico do cinema.

A história acompanha Deadpool (Ryan Reynolds) e sua escolha de salvar o garoto mutante Russell de Cable (Josh Brolin), que vem do futuro para eliminar o rapaz, antes que ele se torne uma ameaça (Isso mesmo! Como em O Exterminador do Futuro!). Ao mesmo tempo, o anti-herói tem sua própria jornada espiritual, aprendendo a lidar com algumas perdas e com a vontade de construir uma família.

A narrativa traz surpreendentes contornos emocionais para o personagem, que parece querer superar, de forma impossível, o dramático Logan. Claro, o longa-metragem faz muitas referências a outros produtos da cultura pop – nem o Lanterna Verde conseguiu escapar. Devido a essas referências, o destaque de Deadpool 2 fica com as participações especiais, extremamente, inusitadas e com a trilha sonora, conseguindo entregar muita emoção e tirar boas risadas do público com certa facilidade. Reynolds e Brolin são convincentes em seus papéis, mas o foco fica para Dominó (Zazie Beets) que, apesar de ter um poder que não convence inicialmente, é responsável por algumas das melhores cenas de ação do longa.

O filme também torna-se interessante, pois os trailers não entregaram quase nada das piadas e das referências (e o que foi passado, foi alterado para aumentar ainda mais a comicidade do longa). As sequências de ação são bem coreografadas, apesar dos efeitos especiais deixarem muito a desejar. O ponto negativo vem para a animação, é notável a percepção das falhas nos personagens, que dependiam inteiramente do CGI. E fora do contexto das HQs não é um filme que brilha tanto assim, mas é preciso coragem para manter a originalidade dentro de um lançamento que ocorreu poucos dias, após Guerra Infinita chegar aos cinemas.

Deixando de lado os pontos negativos, é possível dar boas risadas e curtir bastante as referências. No fim, Deadpool 2 é um bom filme para quem está mergulhado neste universo dos heróis no cinema e acompanha os enredos de cada um deles com afinco.

Nota Bang de qualidade: 8,0

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Vingadores: Guerra Infinita | Crítica
   Canal  Bang  │     26 de abril de 2018   │     18:45  │  0

Tudo começou, em 2008, quando a Marvel Studios produziu o primeiro filme solo do Homem de Ferro, depois disso vieram os projetos solos do Hulk, Thor e Capitão América. Em 2012 a Marvel uniu todos esses personagens ao lado da Viúva Negra e do Gavião Arqueiro e produziram o filme “Os Vingadores“. Na cena extra deste longa o Titã Louco, Thanos, aparece e dali ficou a esperança de que um projeto baseado na saga “Desafio Infinito” seria produzido. A saga Desafio Infinito foi lançada pela Abril Jovem em 1995, foi roteirizada por Jim Starlin e as artes foram feitas por Ron Lim e George Perez. O Titã usa a manopla para quase exterminar todo o Universo, tantos os super-heróis quanto seres cósmicos. As entidades cósmicas Lorde Caos, Mestre Ordem, Galactus, Estranho, Amor, Ódio, o Tribunal Vivo, os Celestiais e a Eternidade aceitam ajudar Adam Warlock e os heróis a deter Thanos. Depois de três anos após o lançamento do primeiro filme da franquia Vingadores, em 2015, veio o segundo longa chamado “Vingadores: Era de Ultron“. Os maiores heróis da Terra ganharam novos membros na equipe: Visão, Feiticeira Escarlate, Mercúrio e o conhecido Máquina de Combate.

Por muito tempo esta produção vinha sendo cogitada como o maior filme de super-heróis de todos os tempos. Tudo isso pelo que a Marvel conquistou nesses 10 anos. As informações foram guardadas a 7 chaves e nem mesmo os atores tiveram acesso ao roteiro. O longa conta com mais de 20 heróis. São tantos protagonistas que alguns personagens se tornam coadjuvantes. Mesmo com essa reunião de heróis Joe Russo e Anthony Russo, diretores do projeto, focaram com maestria nos grupos de heróis com a mesma ênfase que fizeram em “Capitão América: Guerra Civil“, com um número bem maior de personagens. O desenvolvimento pessoal e emocional de cada herói nesta trama é fascinante, alguns benfeitores foram mais explorados nesta aventura do que em seus próprios filmes individuais e tiraram aplausos e gritos dos espectadores. A interação entre os personagens desconhecidos gerou uma pequena dose de humor e a forma como eles tornam-se aliados foi bem executada pelo roteiro feito por Christopher Markus e Stephen Mcfelly.

A trama desta aventura gira em torno de Thanos, vilão do filme, que está atrás das seis Joias do Infinito para realizar seu insano desejo que é desintegrar metade do universo. O Titã Louco se tornou o maior vilão do MCU. Com uma atuação sensacional do ator Josh Brolin vemos um antagonista que impõe respeito e é impiedoso, e que usa frases marcantes para humilhar e intimidar seus oponentes. No entanto, o lado emocional do antagonista também é bem explorado no filme. Por outro lado, a Ordem Negra, filhos de Thanos, não foi bem apresentada ao público que não leu os clássicos quadrinhos e faltou ser melhor explorada.

Os Irmãos Russo, diretores do longa, nos entregaram uma produção com um tom sério, sombrio, com emoção e com o alívio cômico nas horas exatas e momentos certos, com excelentes cenas de lutas bem coreografadas e que lhe deixam apreensivo e emocionado em algumas situações. Stephen Mcfelly Christopher Markus assinaram um bom roteiro, mesmo com pequenas falhas não abalou a estrutura da história. O icônico Alan Silvestri compôs uma trilha sonora sinistra com coros vocais e que alguns momentos cruciais da trama, que contribuem para o clima épico e dramático do filme. “Vingadores: Guerra Infinita” ainda não pode ser considerada a cereja do bolo, pois, ano que vem virá “Vingadores 4“. Mas esta é uma produção que você irá ficar apreensivo, sorrir, chorar, gritar e te deixar ansioso para o próximo longa. “Vingadores: Guerra Infinita” é um filme que vale a pena ser visto diversas vezes.

Nota Bang de qualidade: 9,5

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Jogador Nº1 | Crítica
   Canal  Bang  │     30 de março de 2018   │     0:47  │  0

Para aqueles que cresceram assistindo aos filmes de ficção científica de Steven Spielberg, está na hora de voltar aos cinemas e levar uma grande surra de referências das últimas décadas do século XX. Ninguém melhor do que Spielberg para adaptar o livro Jogador Nº1 do autor Ernest Cline. O próprio diretor foi quem inspirou a construção desta obra distópica e amante dos anos 80.

Após um certo tempo longe dos cinemas, Spielberg apresenta-se animado em inovar o seu estoque de sucessos. O diretor foi uma grande referência de aventuras infanto-juvenis junto com outros grandes cineastas e criadores. É notável as recordações da era de ouro desses caras através da trama empolgante de Jogador Nº1. No enredo, o futuro não é promissor e a humanidade desistiu de tentar resolver os problemas do planeta e estão tentando apenas sobreviver.

A degradação social está fortemente presente, e é neste cenário que é apresentado o protagonista Wade (Tye Sheridan), um jovem residente de uma favela de trailers empilhados. Logo na cena inicial, o filme mostra a sua essência com um plano sequencial que exala a sua direção de arte. Neste clima caótico, o mundo está interligado por uma realidade virtual conhecida como OASIS. Um conceito revolucionário e um tanto complicado de ser explicado. Basicamente um recurso que as pessoas usam como uma espécie de droga para escapar de uma realidade sofrida e angustiante e até mesmo para ter a chance de melhorar financeiramente, já que os eventos e conquistas do jogo refletem no mundo real. Com tudo isso o longa funciona bem, sendo a ideia deste universo algo tão forte e bem desenvolvido que  torna-se a sua melhor qualidade.

As cenas de ação acertam pela experiência de Spielberg que as debate e as estuda antes de jogá-las na mesa. O diretor não costuma inventá-las ou modificá-las com o passar de tempo da produção. E esse é o segredo do sucesso de Jogador Nº1, que surpreende, emociona e se supera a cada novo take. Talvez, a muito tempo, um filme não criava a possibilidade de uma imersão ao nível das pessoas esquecerem que estão numa sala de cinema devido à grande interatividade e conexão com um enredo simplista. Falar sobre isso hoje em dia é falar demais numa uma época onde a todo momento temos o filme da semana estreando como um blockbuster.

Jogador Nº1 é uma mistura de sabores que pode agradar a todos os gêneros e essa experiência não pode ser totalmente conceituada apenas através de um texto crítico. Então peguem o velho All Star de vocês e corram para o cinema mais próximo. Se Spielberg jogou neste filme, ele com certeza jogou com o coração.

Nota Bang de qualidade: 9,5

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Tomb Raider | Crítica
   Canal  Bang  │     16 de março de 2018   │     11:47  │  0

Mais uma adaptação dos games chega aos cinemas. Para a maioria dos fãs, a desconfiança permanece devido ao histórico de outras adaptações de jogos. Promovidos à condição de fenômeno cultural a partir dos anos 1970, os videogames chamaram a atenção dos executivos de grandes estúdios. Embora muitos roteiros com tramas baseadas em games tenham sido filmados na década de 80, as adaptações diretas de títulos demoraram um pouco mais para aparecer. Diante dessas tentativas, o sucesso de bilheteria nunca foi o forte desses filmes, e Tomb Raider é mais uma tentativa de acabar com esta fama.

O longa enfrenta desafios similares encarados por outras adaptações do passado. É notável os pontos em que o roteiro parece se perder, principalmente na tentativa de manter a todo tempo o material original: o modo de jogo. O diretor Roar Uthaug tentou diminuir ao máximo esse problema ligando grandes sequências de ação que lembram bastante o visual dos jogos mais recentes da franquia, dando de presente alguns fan services interessantes. Já os quebra-cabeças e as charadas se apresentam tolos, sem convencimento e até mesmo fora de época, lembrando bastante os antigos filmes da franquia Indiana Jones.

Com um roteiro de Geneva Robertson-Dworet e Alastair Siddons este reboot nas telonas, priorizou o jogo de 2013, responsável por revitalizar a série e apresentar uma nova origem para Lara Croft. Além de tornar o novo longa bem diferente de seus antecessores, estrelados por Angelina Jolie em 2001 e 2003, a formação da protagonista nos mostra momentos bastante interessantes. A trama, por sua vez, é repleta de clichês, como a relação de Lara (Alicia Vikander) com o pai ausente (Dominic West), que a motiva a viajar sem planejamento para uma ilha misteriosa e enfrentar um vilão angustiado (Walton Goggins), praticamente preso ao serviço de uma corporação misteriosa.

O melhor de Tomb Raider: A Origem está na força desta personificação de Lara, com momentos que nos fazem refletir sobre se algumas ações são corretas ou não. Era quase possível ouvir a confusão de sua mente após alguns atos presentes no clímax do filme. Além disso Alicia Vikander conseguiu aliar um vigor físico impressionante ao ótimo talento dramático para cumprir a finalidade do script.

Este longa ainda não foi o suficiente para encerrar o carma das adaptações dos jogos eletrônicos, mas com certeza é um filme de ação que rende bons momentos de tirar o fôlego.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Antes de Watchmen: Minutemen
   Canal  Bang  │     8 de março de 2018   │     21:58  │  0

“Antes de Watchmen: Minutemen” foi escrita e desenhada por Darwyn Cooke. Cooke ficou conhecido por desenhar as revista da Mulher-Gato, a minissérie “DC: A Nova Fronteira”, HomemAranha, Wolverine e etc. Infeizmente, o desenhista veio a falecer em 14 de maio de 2016 devido a um câncer. “Antes de Watchmen: Minutemen” foi lançada em seis edições nos EUA entre Agosto de 2012 e Janeiro de 2013. Enquanto que no Brasil, a Panini lançou em dezembro de 2013.

Os Minuteman eram colonos dos Estados Unidos que, de forma independente, se organizavam e formavam milícias para lutar como partisans, durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Seu nome vem do fato de serem conhecidos por estarem prontos para a batalha em “um minuto”.

Esta HQ é uma biografia do primeiro Coruja, Hollis Mason, chamada “Sob o Capuz”. Ela conta a história, do ponto de vista dele, dos primeiros Minutemen da história do Universo de Watchmen. Intercalando os momentos entre sua entrada na equipe, auge, queda e sua aposentadoria. A equipe era formada por Capitão Metropole, Dollar Bill, Comediante, Justiça Encapuzada, Silhoutte, Sally Jupiter, Traça e Coruja. Os membros do antigo grupo não concordam com o lançamento deste livro, onde o autor descreve a verdade nua e crua de todos os seus companheiros de combate ao crime. É uma história um pouco arrastada e divertida que mexe com o emocional e faz os fãs conhecerem a história dos personagens tão poucos explorados na obra de Alan Moore. Até sobre a homossexualidade de alguns membros da equipe é relatado nesta trama. O roteiro de Darwyn Cooke foi uma tarefa difícil, que faz os fãs visitarem personagens, até então, pouco explorados em “Watchmen”, mostrando a evolução pessoal e emocional dos heróis, desde a exclusão de um membro, até fazer coisas ilegais para ajudar um(a) amigo(a). Mas, ainda sim, a construção do roteiro propõe deixar coesa, interessante e nos ajuda a entender todos os fantasmas da primeira geração de vigilantes deste universo, deixando a história bem palatável. Sobre a arte feita por Cooke, temos traços limpos, cartunesco e dinâmicos que não se torna cansativo e deixam o andamento da narrativa bastante interessante.

Nota Bang de Qualidade: 7,5

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Escrito Jorge Fossati, Edição: Priscila Melo / Equipe Bang

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