Category Archives: Críticas

Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica
   Canal  Bang  │     15 de junho de 2018   │     12:31  │  0

Quem nunca pensou em como seria fascinante uma visita ao Parque dos Dinossauros? Como seria sentir a emoção de encontrar esses seres extintos e também de sentir a adrenalina quando algo desse errado? Ouvir a clássica música de John Williams e conhecer personagens cativantes? Bem, tudo isso é possível novamente pois Jurassic World: Reino Ameaçado, quinto filme da franquia Jurassic Park, acaba de chegar aos cinemas.

Após a nostalgia latente de Jurassic World: Mundo dos Dinossauros, que despertou ainda mais a saudade do público em rever os dinossauros desfilando no cinema, Jurassic World: Reino Ameaçado vai mais além ao reproduzir, também, personagens da trama original que sobreviveram ao longo dos anos da franquia. A criança da vez é interpretada pela novata Isabella Sermon, que acaba cativando por representar o espírito de descoberta. O fascínio diante dos dinossauros, mais uma vez, é explorado e associado a uma campanha para evitar uma nova extinção. Com um vulcão entrando em atividade na ilha Nublar, o mundo se pergunta se os animais “desextintos” (termo do filme) devem realmente ser salvos ou deixa-dos na ilha para seguir um novo “caminho natural”.

Logo na primeira sequência deste novo filme, é possível perceber o perfil do diretor Juan Antonio Bayoná. É notável a habilidade da utilização de mesclagem de sombras e luzes decorrentes de raios e tempestades, principalmente diante da aproximação de uma temível T-Rex. Egresso do cinema de terror, Bayoná até imprime sua identidade em Jurassic World: Reino Ameaçado, mas sem deixar de lado os arquétipos clássicos da franquia Jurassic Park. No fim das contas, este fator torna-se um ótimo motivo para agradar os antigos fãs da franquia.

Sem focar muito no debate que motiva a reflexão do filme, Jurassic World: Reino Ameaçado prefere rapidamente relembrar um ícone da franquia junto com os seus ideais e conceitos sobre a vida – Jeff Goldblum interpretando mais uma vez o grande cientista Ian Malcolm. Antes da ação, alguns minutos são gastos para reunir novamente Claire e Owen, até então separados e mais uma vez interpretados por Bryce dallas Howard e Chris Pratt. Um detalhe interessante na primeira aparição de Claire é o close em seu salto alto, uma referência divertida em relação a um dos ícones do longa anterior.

Com o retorno à ilha Nublar, o filme de fato tem início. Enfim, o retorno ao incrível Jurassic Park, terra dos esplêndidos dinossauros em CGI, que sempre fascinaram nas telas dos cinemas pela grandiosidade e detalhismo nos efeitos especiais. É como se a magia de 1993 ainda estivesse viva, entretanto, com muito mais tensão. Com batalhas entre dinossauros, velhos conhecidos ressurgem e, obviamente, a ganância humana consegue pôr tudo a perder (assim como em The Lost World – Jurassic Park). O perigo maior não é apenas pela lava vulcânica que está cada vez mais próxima, mas também pelas tentativas de sobrevivência dos personagens em meio ao desespero das espécies que estão em perigo na ilha.

As referências continuam presentes. O parque destruído no filme anterior, bem como fragmentos de um parque que nunca foi aberto na década de 90 estavam lá. Este longa conseguiu sustentar a ligação e o elo com todos os outros enredos. O filme termina deixando a grande expressão: “e agora?” No final, restou as indagações sobre os pontos que foram abertos. Como será o enredo do próximo filme? Como está a situação da ilha Sorna? A vida realmente encontrará um meio? Para refletir mais sobre essas perguntas corra até o cinema mais próximo, de preferência, com um bom estoque de pipoca. Jurassic World: Reino Ameaçado já está em exibição e cumprindo o seu papel dentro da franquia.

Nota Bang de qualidade: 9,0

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Deadpool 2 | Crítica
   Canal  Bang  │     18 de maio de 2018   │     0:36  │  1

O primeiro filme de Deadpool seguiu à risca o que as HQs do mercenário têm de mais forte no ramo dos quadrinhos. O longa chegou aos cinemas, causando um grande impacto pelo fator surpresa. A continuação, Deadpool 2, tenta se manter focada no que deu certo no primeiro filme, principalmente, nas piadas e nas referências. Deadpool 2 acaba funcionando como uma continuação direta dos eventos de Deadpool, estabelecendo, ainda mais, o personagem no gênero cômico do cinema.

A história acompanha Deadpool (Ryan Reynolds) e sua escolha de salvar o garoto mutante Russell de Cable (Josh Brolin), que vem do futuro para eliminar o rapaz, antes que ele se torne uma ameaça (Isso mesmo! Como em O Exterminador do Futuro!). Ao mesmo tempo, o anti-herói tem sua própria jornada espiritual, aprendendo a lidar com algumas perdas e com a vontade de construir uma família.

A narrativa traz surpreendentes contornos emocionais para o personagem, que parece querer superar, de forma impossível, o dramático Logan. Claro, o longa-metragem faz muitas referências a outros produtos da cultura pop – nem o Lanterna Verde conseguiu escapar. Devido a essas referências, o destaque de Deadpool 2 fica com as participações especiais, extremamente, inusitadas e com a trilha sonora, conseguindo entregar muita emoção e tirar boas risadas do público com certa facilidade. Reynolds e Brolin são convincentes em seus papéis, mas o foco fica para Dominó (Zazie Beets) que, apesar de ter um poder que não convence inicialmente, é responsável por algumas das melhores cenas de ação do longa.

O filme também torna-se interessante, pois os trailers não entregaram quase nada das piadas e das referências (e o que foi passado, foi alterado para aumentar ainda mais a comicidade do longa). As sequências de ação são bem coreografadas, apesar dos efeitos especiais deixarem muito a desejar. O ponto negativo vem para a animação, é notável a percepção das falhas nos personagens, que dependiam inteiramente do CGI. E fora do contexto das HQs não é um filme que brilha tanto assim, mas é preciso coragem para manter a originalidade dentro de um lançamento que ocorreu poucos dias, após Guerra Infinita chegar aos cinemas.

Deixando de lado os pontos negativos, é possível dar boas risadas e curtir bastante as referências. No fim, Deadpool 2 é um bom filme para quem está mergulhado neste universo dos heróis no cinema e acompanha os enredos de cada um deles com afinco.

Nota Bang de qualidade: 8,0

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Vingadores: Guerra Infinita | Crítica
   Canal  Bang  │     26 de abril de 2018   │     18:45  │  0

Tudo começou, em 2008, quando a Marvel Studios produziu o primeiro filme solo do Homem de Ferro, depois disso vieram os projetos solos do Hulk, Thor e Capitão América. Em 2012 a Marvel uniu todos esses personagens ao lado da Viúva Negra e do Gavião Arqueiro e produziram o filme “Os Vingadores“. Na cena extra deste longa o Titã Louco, Thanos, aparece e dali ficou a esperança de que um projeto baseado na saga “Desafio Infinito” seria produzido. A saga Desafio Infinito foi lançada pela Abril Jovem em 1995, foi roteirizada por Jim Starlin e as artes foram feitas por Ron Lim e George Perez. O Titã usa a manopla para quase exterminar todo o Universo, tantos os super-heróis quanto seres cósmicos. As entidades cósmicas Lorde Caos, Mestre Ordem, Galactus, Estranho, Amor, Ódio, o Tribunal Vivo, os Celestiais e a Eternidade aceitam ajudar Adam Warlock e os heróis a deter Thanos. Depois de três anos após o lançamento do primeiro filme da franquia Vingadores, em 2015, veio o segundo longa chamado “Vingadores: Era de Ultron“. Os maiores heróis da Terra ganharam novos membros na equipe: Visão, Feiticeira Escarlate, Mercúrio e o conhecido Máquina de Combate.

Por muito tempo esta produção vinha sendo cogitada como o maior filme de super-heróis de todos os tempos. Tudo isso pelo que a Marvel conquistou nesses 10 anos. As informações foram guardadas a 7 chaves e nem mesmo os atores tiveram acesso ao roteiro. O longa conta com mais de 20 heróis. São tantos protagonistas que alguns personagens se tornam coadjuvantes. Mesmo com essa reunião de heróis Joe Russo e Anthony Russo, diretores do projeto, focaram com maestria nos grupos de heróis com a mesma ênfase que fizeram em “Capitão América: Guerra Civil“, com um número bem maior de personagens. O desenvolvimento pessoal e emocional de cada herói nesta trama é fascinante, alguns benfeitores foram mais explorados nesta aventura do que em seus próprios filmes individuais e tiraram aplausos e gritos dos espectadores. A interação entre os personagens desconhecidos gerou uma pequena dose de humor e a forma como eles tornam-se aliados foi bem executada pelo roteiro feito por Christopher Markus e Stephen Mcfelly.

A trama desta aventura gira em torno de Thanos, vilão do filme, que está atrás das seis Joias do Infinito para realizar seu insano desejo que é desintegrar metade do universo. O Titã Louco se tornou o maior vilão do MCU. Com uma atuação sensacional do ator Josh Brolin vemos um antagonista que impõe respeito e é impiedoso, e que usa frases marcantes para humilhar e intimidar seus oponentes. No entanto, o lado emocional do antagonista também é bem explorado no filme. Por outro lado, a Ordem Negra, filhos de Thanos, não foi bem apresentada ao público que não leu os clássicos quadrinhos e faltou ser melhor explorada.

Os Irmãos Russo, diretores do longa, nos entregaram uma produção com um tom sério, sombrio, com emoção e com o alívio cômico nas horas exatas e momentos certos, com excelentes cenas de lutas bem coreografadas e que lhe deixam apreensivo e emocionado em algumas situações. Stephen Mcfelly Christopher Markus assinaram um bom roteiro, mesmo com pequenas falhas não abalou a estrutura da história. O icônico Alan Silvestri compôs uma trilha sonora sinistra com coros vocais e que alguns momentos cruciais da trama, que contribuem para o clima épico e dramático do filme. “Vingadores: Guerra Infinita” ainda não pode ser considerada a cereja do bolo, pois, ano que vem virá “Vingadores 4“. Mas esta é uma produção que você irá ficar apreensivo, sorrir, chorar, gritar e te deixar ansioso para o próximo longa. “Vingadores: Guerra Infinita” é um filme que vale a pena ser visto diversas vezes.

Nota Bang de qualidade: 9,5

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Jogador Nº1 | Crítica
   Canal  Bang  │     30 de março de 2018   │     0:47  │  0

Para aqueles que cresceram assistindo aos filmes de ficção científica de Steven Spielberg, está na hora de voltar aos cinemas e levar uma grande surra de referências das últimas décadas do século XX. Ninguém melhor do que Spielberg para adaptar o livro Jogador Nº1 do autor Ernest Cline. O próprio diretor foi quem inspirou a construção desta obra distópica e amante dos anos 80.

Após um certo tempo longe dos cinemas, Spielberg apresenta-se animado em inovar o seu estoque de sucessos. O diretor foi uma grande referência de aventuras infanto-juvenis junto com outros grandes cineastas e criadores. É notável as recordações da era de ouro desses caras através da trama empolgante de Jogador Nº1. No enredo, o futuro não é promissor e a humanidade desistiu de tentar resolver os problemas do planeta e estão tentando apenas sobreviver.

A degradação social está fortemente presente, e é neste cenário que é apresentado o protagonista Wade (Tye Sheridan), um jovem residente de uma favela de trailers empilhados. Logo na cena inicial, o filme mostra a sua essência com um plano sequencial que exala a sua direção de arte. Neste clima caótico, o mundo está interligado por uma realidade virtual conhecida como OASIS. Um conceito revolucionário e um tanto complicado de ser explicado. Basicamente um recurso que as pessoas usam como uma espécie de droga para escapar de uma realidade sofrida e angustiante e até mesmo para ter a chance de melhorar financeiramente, já que os eventos e conquistas do jogo refletem no mundo real. Com tudo isso o longa funciona bem, sendo a ideia deste universo algo tão forte e bem desenvolvido que  torna-se a sua melhor qualidade.

As cenas de ação acertam pela experiência de Spielberg que as debate e as estuda antes de jogá-las na mesa. O diretor não costuma inventá-las ou modificá-las com o passar de tempo da produção. E esse é o segredo do sucesso de Jogador Nº1, que surpreende, emociona e se supera a cada novo take. Talvez, a muito tempo, um filme não criava a possibilidade de uma imersão ao nível das pessoas esquecerem que estão numa sala de cinema devido à grande interatividade e conexão com um enredo simplista. Falar sobre isso hoje em dia é falar demais numa uma época onde a todo momento temos o filme da semana estreando como um blockbuster.

Jogador Nº1 é uma mistura de sabores que pode agradar a todos os gêneros e essa experiência não pode ser totalmente conceituada apenas através de um texto crítico. Então peguem o velho All Star de vocês e corram para o cinema mais próximo. Se Spielberg jogou neste filme, ele com certeza jogou com o coração.

Nota Bang de qualidade: 9,5

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Tomb Raider | Crítica
   Canal  Bang  │     16 de março de 2018   │     11:47  │  0

Mais uma adaptação dos games chega aos cinemas. Para a maioria dos fãs, a desconfiança permanece devido ao histórico de outras adaptações de jogos. Promovidos à condição de fenômeno cultural a partir dos anos 1970, os videogames chamaram a atenção dos executivos de grandes estúdios. Embora muitos roteiros com tramas baseadas em games tenham sido filmados na década de 80, as adaptações diretas de títulos demoraram um pouco mais para aparecer. Diante dessas tentativas, o sucesso de bilheteria nunca foi o forte desses filmes, e Tomb Raider é mais uma tentativa de acabar com esta fama.

O longa enfrenta desafios similares encarados por outras adaptações do passado. É notável os pontos em que o roteiro parece se perder, principalmente na tentativa de manter a todo tempo o material original: o modo de jogo. O diretor Roar Uthaug tentou diminuir ao máximo esse problema ligando grandes sequências de ação que lembram bastante o visual dos jogos mais recentes da franquia, dando de presente alguns fan services interessantes. Já os quebra-cabeças e as charadas se apresentam tolos, sem convencimento e até mesmo fora de época, lembrando bastante os antigos filmes da franquia Indiana Jones.

Com um roteiro de Geneva Robertson-Dworet e Alastair Siddons este reboot nas telonas, priorizou o jogo de 2013, responsável por revitalizar a série e apresentar uma nova origem para Lara Croft. Além de tornar o novo longa bem diferente de seus antecessores, estrelados por Angelina Jolie em 2001 e 2003, a formação da protagonista nos mostra momentos bastante interessantes. A trama, por sua vez, é repleta de clichês, como a relação de Lara (Alicia Vikander) com o pai ausente (Dominic West), que a motiva a viajar sem planejamento para uma ilha misteriosa e enfrentar um vilão angustiado (Walton Goggins), praticamente preso ao serviço de uma corporação misteriosa.

O melhor de Tomb Raider: A Origem está na força desta personificação de Lara, com momentos que nos fazem refletir sobre se algumas ações são corretas ou não. Era quase possível ouvir a confusão de sua mente após alguns atos presentes no clímax do filme. Além disso Alicia Vikander conseguiu aliar um vigor físico impressionante ao ótimo talento dramático para cumprir a finalidade do script.

Este longa ainda não foi o suficiente para encerrar o carma das adaptações dos jogos eletrônicos, mas com certeza é um filme de ação que rende bons momentos de tirar o fôlego.

Nota Bang de qualidade: 8,5

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Antes de Watchmen: Minutemen
   Canal  Bang  │     8 de março de 2018   │     21:58  │  0

“Antes de Watchmen: Minutemen” foi escrita e desenhada por Darwyn Cooke. Cooke ficou conhecido por desenhar as revista da Mulher-Gato, a minissérie “DC: A Nova Fronteira”, HomemAranha, Wolverine e etc. Infeizmente, o desenhista veio a falecer em 14 de maio de 2016 devido a um câncer. “Antes de Watchmen: Minutemen” foi lançada em seis edições nos EUA entre Agosto de 2012 e Janeiro de 2013. Enquanto que no Brasil, a Panini lançou em dezembro de 2013.

Os Minuteman eram colonos dos Estados Unidos que, de forma independente, se organizavam e formavam milícias para lutar como partisans, durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Seu nome vem do fato de serem conhecidos por estarem prontos para a batalha em “um minuto”.

Esta HQ é uma biografia do primeiro Coruja, Hollis Mason, chamada “Sob o Capuz”. Ela conta a história, do ponto de vista dele, dos primeiros Minutemen da história do Universo de Watchmen. Intercalando os momentos entre sua entrada na equipe, auge, queda e sua aposentadoria. A equipe era formada por Capitão Metropole, Dollar Bill, Comediante, Justiça Encapuzada, Silhoutte, Sally Jupiter, Traça e Coruja. Os membros do antigo grupo não concordam com o lançamento deste livro, onde o autor descreve a verdade nua e crua de todos os seus companheiros de combate ao crime. É uma história um pouco arrastada e divertida que mexe com o emocional e faz os fãs conhecerem a história dos personagens tão poucos explorados na obra de Alan Moore. Até sobre a homossexualidade de alguns membros da equipe é relatado nesta trama. O roteiro de Darwyn Cooke foi uma tarefa difícil, que faz os fãs visitarem personagens, até então, pouco explorados em “Watchmen”, mostrando a evolução pessoal e emocional dos heróis, desde a exclusão de um membro, até fazer coisas ilegais para ajudar um(a) amigo(a). Mas, ainda sim, a construção do roteiro propõe deixar coesa, interessante e nos ajuda a entender todos os fantasmas da primeira geração de vigilantes deste universo, deixando a história bem palatável. Sobre a arte feita por Cooke, temos traços limpos, cartunesco e dinâmicos que não se torna cansativo e deixam o andamento da narrativa bastante interessante.

Nota Bang de Qualidade: 7,5

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Escrito Jorge Fossati, Edição: Priscila Melo / Equipe Bang

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Pantera Negra | Crítica
   Canal  Bang  │     16 de fevereiro de 2018   │     0:46  │  0

Meus amigos, que filme! Ou melhor, que filmaço! Essa, talvez, seria a melhor frase pra começar esse texto.

Após anos trazendo para as telonas homens brancos tornando-se semi-deuses, gênios com armaduras de ferro ou um gigantesco e incontrolável monstro esverdeado e um Capitão América, um filme, finalmente, traz uma lenda que empodera e estima uma nação africana e seu povo e reescreve a história para criar uma nova monarquia que reina o mais inteligente e poderoso país do mundo.

O personagem foi criado pelo Stan Lee e Jack Kirby, aparecendo pela primeira vez em “Fantastic Four” #52 (julho de 1966) na Era de Prata das histórias em quadrinhos. Após fazer sua estreia nas telas de cinema, como personagem coadjuvante em “Capitão América: Guerra Civil”, o Pantera Negra tornou-se o primeiro herói negro a ganhar um filme solo no Universo Marvel Cinematográfico.

A produção começa com uma animação, explicando o motivo, o qual o Reino de Wakanda ser tão desenvolvido tecnologicamente. O longa se passa alguns dias após o termino da Guerra Civil e T’Challa, ainda abalado com a perda de seu pai, antigo Rei da nação africana, torna-se o novo rei de Wakanda. Chadwick Boseman dá vida ao personagem e não nos decepciona. Sentimos na pele, em dados momentos, o quanto ele sente-se dividido entre sua lealdade ao povo de Wakanda, sua promessa de preservar a tradição do país e seu código moral. Neste enredo fictício, são abordados temas bastantes reais, os quais presenciamos no dia-a-dia ao redor do mundo: guerras, desigualdades sociais, conflitos políticos e racismo. O longa salienta, minuciosamente, cada particularidade da cultura afro em meio a uma nação fictícia. O zelo ao mostrar como o animalesco se junta com a modernização ao introduzir Wakanda demonstra o quanto cada detalhe foi pensado. Os sotaques e dialetos locais mantidos, as minúcias das paisagens que escondem um país incrivelmente desenvolvido, vestimentas, danças, etc., tudo, exatamente tudo, denota com quanto carinho o longa foi produzido. E isso nos enche os olhos nos primeiros minutos!

Temos a oportunidade de vermos Ulysses Klaue/Garra Sônica (Andy Serkis) em ação, já que ele teve uma participação discreta em “Vingadores: Era de Ultron”. Andy Serkis mostra que sabe atuar com ou sem captura de movimentos. Outro destaque, e que com certeza merece ser mencionado, é o antagonista (e a excelente atuação de B. Jordan, cooperando para que ele seja um dos melhores vilões da Marvel até agora!). Erik Killmonger é frustrado com o fato de que Wakanda, bem sucedida, até então, em se tornar forte e suficiente, não utilizou dessa força para impedir os navios escravos no passado e não fez muito para ajudar as vidas de descendentes afro-americanos até então. Com planos grandiosos em mente, Killmonger se distancia dos outros violões do UMC, pois sua motivação faz sentido e tem fundamento no mundo real. Ele não quer explodir o mundo e pronto. Não, ele quer algo mais profundo. Ele quer uma violenta restituição pelo sofrimento e opressão infligida àqueles que compartilham do mesmo tom de sua pele. Mesmo não concordando com seus métodos, é compreensível seu ressentimento em relação a T’Challa, Wakanda e o sistema que ele tanto quer derrubar. Pantera Negra sobrevoa uma mais área política e pessoal que os filmes que o precederam. O longa não aponta diretamente para a raiva e ressentimento de Killmonger, mas, sim, para a ideia de que não existe solução fácil para a profunda dor que a missão de Erik trouxe à superfície.

O poder feminino é onipresente neste longa. O universo do protagonista é desenvolvido em torno das principais figuras femininas da trama, um cast de qualidade e matador. Rainha Ramonda (Angela Bassett), uma experiente sacerdotisa e mãe de T’Challa, mulher de força e perseverança. Shuri é irmã do herói, excepcionalmente inteligente e responsável pelo desenvolvimento tecnológico do reino africano, tecnologia mais avançada que as de Tony Stark. Okoye (Danai Gurira) é o braço direito do protagonista, uma guerreira insana e general da guarda real de Wakanda, as Dora Milaje, um grupo de mulheres guerreiras que atuam como guardas-costas do Rei Pantera Negra. E, por último, Nakia (Lupita Nyong’o), o amor de T’Challa, é uma espiã altamente treinada e com uma visão de que Wakanda tem que se impor e ajudar o mundo fora de suas fronteiras. Cada personagem é singular e tem uma tremenda importância para a trama. O filme pode ser sobre o Pantera Negra, mas não a como negar que o girl power comanda o longa em boa parte dele.

Ryan Coogler (Creed: Nascido Para Lutar) nos entrega uma produção muito bem dirigida, com cenas de combate com excelência em suas coreografias. Rachel Morrison nos entrega uma  fotografia perfeita, mostrando cada pormenor nas cenas de plano geral, médio e conjunto e, principalmente, nas tomadas de plano-sequência. O figurino colorido, baseados nas obras de Jack Kirby, criado por Ruth E. Carter deu vida as vestimentas das tribos nativas e as máscaras exuberantes, utilizadas pelos figurantes. Sarah Finn escalou um elenco de negros e negras maravilhosos e extremamente talentosos, onde cada escolha caiu como uma luva nos personagens. A trilha sonora de Kendrick Lamar e Ludwig Göransson se mescla com as forças dos tambores e marca o filme do início ao fim. Joe Robert Cole e Cooler nos deram novamente um roteiro com um tom dramático, sombrio, excitante e sério, cheio de conflitos políticos e comédia na medida certa.

O filme do Pantera Negra nos mostra um dos heróis mais humanos e carismáticos dentro do Universo Marvel Cinematográfico.

Nota Bang de qualidade: 9,0

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Guerra Civil II: Edição Número 01
   Canal  Bang  │     4 de fevereiro de 2018   │     11:57  │  0

Em julho de 2006, foi lançada o primeiro quadrinho de “Guerra Civil”. O incidente trata-se de uma gama de conflitos e batalhas entre heróis, por conta de um registro de Super-Humanos, imposto pelo governo americano, após um trágico acidente, envolvendo um grupo de heróis. O registro obrigava que todos os heróis uniformizados revelassem suas identidades, com o intuito de serem supervisionados pelo estado. Esta saga foi desenhada por Steven McViven, que deu traços ao arco “Velho Logan” de Wolverine, “Novos Vingadores” e na minissérie “Icon Nemesis”. A minissérie foi escrita por Mark Millar, quem já roteirizou “Os Vingadores”, “Os Supremos”, “Ultimate Quarteto Fantástico”, “Superman: Entre a Foice” e o Martelo”, “Kickass” e outros.

Guerra Civil II

Este novo crossover do Universo Marvel, nos quadrinhos, foi lançado em junho de 2016 nos EUA e setembro de 2017 no Brasil. A nova saga foi escrita por Brian Michael Bendis. Ao lado de Mark Millar e o editor da Marvel Bill Jemas, Bendis é responsável pela maior parte das criações do selo Ultimate Marvel, capitaneando Ultimate HomemAranha por 111 edições seguidas, juntamente com Mark Bagley. As ilustrações ficaram por conta de David Marquez, que tem no seu histórico de trabalho HQs como “Era de Ultron”, “Quarteto-Fantástico”, “Miles Morales: Ultimate Homem-Aranha” e outros. Justin Ponsor deu as cores aos personagens, alem de já ter pintado “Os Vingadores”, “Guardiões da Galáxia”, “Wolverine” e etc.

A premissa desta primeira edição lembra o filme “Minority Report: A Nova Lei”, longa que teve o roteiro adaptado do conto com o mesmo nome de Philip K. Dick. Para quem não se lembra, no filme, três seres humanos “mutantes”, chamados “Precogs”, conseguem prever crimes e, com isso, as autoridades conseguem impedir antes que aconteça. Aqui neste prelúdio é “quase a mesma coisa”. Um jovem, chamado Ulysses, entra em contato com a Névoa Terrígena e desperta seus poderes, os quais lhe dá o poder de prever o futuro, sendo assim, o jovem é acolhido pelos Inumanos. CUIDADO! Abaixo contém pequenos SPOILERS!!

Semanas depois, Medusa, informada por uma visão de Ulysses, adverte os Vingadores de que um Destruidor Celestial iria fazer um ataque a Terra. A partir daí, vemos a antiga e nova geração da Marvel Comics em ação conjunta. Personagens como Miles Morales (Homem-Aranha), Sam Alexander (Nova), Kamala Khan (Miss Marvel), Jane Foster (Thor), Inumanos, XMen, Supremos e Vingadores. Após derrotarem o ser Celestial, os personagens se reúnem para comemorarem o êxito.

Durante a pequena comemoração na casa de Tony Stark (Homem de Ferro), Capitã Marvel questiona Medusa sobre como ela soube do repentino ataque. A Rainha dos Inumanos solicita uma pequena reunião com alguns heróis e apresenta Ulysses. O jovem comenta como ganhou seus poderes. Carol Danvers convida o jovem Inumano a entrar em sua equipe, Os Supremos. Então, Tony Stark usa sua racionalidade científica e questiona a Capitã Marvel sobre alguns pontos, que é um dos poucos bons momentos desta trama. Este debate, praticamente, marca o início da premissa da “Guerra Cívil II”. Novamente, Ulysses tem outra visão e um time, formado pela Capitã Marvel, está em prontidão para combater o Titã louco, Thanos. Durante este combate, ocorre a morte de um personagem bastante conhecido e deixa outro herói bastante ferido. Como estopim, esta catástrofe faz com que seja iniciada a “Guerra Civil II”.

A primeira edição desta saga não é tão empolgante, um pouco arrastada e não traz situações tão impactantes, quanto o início da série de Mark Millar. Entretanto, o roteiro é muito bem escrito por Brian Michael Bendis e, lindamente, ilustrado por David Marquez. Às vezes, o falecimento de um personagem querido afeta alguns leitores e os efeitos causados em Homem de Ferro e na Capitã Marvel são bem notáveis. Bendis e Marques fizeram uma boa combinação entre roteiro e arte, criando um desenvolvimento muito bom do lado emocional dos protagonistas desta edição. As cores de Justin Ponsor caem como uma luva, um grande destaque para páginas, onde um clima “sombrio” está estabelecido entre os personagens, mas as cores de seus uniformes se destacam na escuridão.

Nota Bang de Qualidade: 6,5

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Antes de Watchmen: Ozymandias
   Canal  Bang  │     21 de janeiro de 2018   │     20:57  │  0

Watchmen foi publicado pela DC Comics em 12 edições, entre 1986 e 1987. Foi escrita pelo lendário Alan Moore e desenhada por Davi Gibbons. A minissérie, considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos americanos, introduziu abordagens e temáticas mais maduras e menos superficiais, comparadas às histórias, publicadas nos quadrinhos mais comerciais. É a única história em quadrinhos presente entre os cem melhores romances eleitos pela Revista Time.

Em 06 de março de 2009, foi lançada a versão cinematográfica da minissérie, com Zack Snyder, dirigindo o longa, e roteiro de David Hayter (X-Men: O Filme, X-Men 2, Escorpião Rei) e Alex Tse (Watchmen: Contos do Cargueiro Negro). Os atores Jackie Earle Haley (Walter Kovacs/Rorscharch), Patrick Wilson (Daniel Dreiberg/Coruja II), Matthew Goode (Adrian Veidt/Ozymandias), Jeffrey  Dean Morgan (Edward Black/O Comediante), Billy Crudup (Dr. Jonathan Osterman/Doutor Manhattan), Malin Åekerman (Laurie Juspeczyk/Espectral II), Stephen McHattie (Holis Manson/Coruja), Carla Gugino (Sally Jupiter/Espectral), Matt Frewer (Edgar Jacobs/Moloch, O Místico), Miall Matter (Mothman), Dan Payne (Dollar Bill) e outros deram vida aos personagens.

Antes de Watchmen: Ozymandias foi lançada em setembro de 2012 nos EUA e, no Brasil, foi lançada em outubro de 2013. A HQ tem roteiro de Len Wein, que é editor da obra original. Wein é conhecido por ser co-criador do Monstro do Pântano (DC Comics) e , nada mais, nada menos que Wolverine. O escritor faleceu em 09 de setembro de 2017. A causa de sua morte não foi divulgada.

Jae Lee foi o responsável pelas ilustrações. Lee já desenhou personagens, como Superman, Batman, The Darkness, Witchblade, Inumanos, HomemAranha e outros.

O passado de Adrian Veidt/Ozymandias é narrada por sua autobiografia, desde a chegada dos seus pais nos Estados Unidos, até um certo momento que acontece tanto no filme, quanto nas HQs da minissérie “Watchmen“. Desde sua infância, já é notório o motivo de ser chamado de “o homem mais inteligente do mundo”, como vemos, que já na escola escola, o vocabulário de Veidt é bastante diferente das crianças normais. Nessa história, conhecemos o desenvolvimento de seu caráter, treinamento de artes marciais e limites da capacidade humana, envolvimento com o governo, encontro com outros Minutemen.

Um encontro muito bom acontece entre “Ozymandias” e “O Comediante”. Nesta HQ, conhecemos o motivo de Veidt forjar a invasão alienígena, o qual não comentaremos aqui para não estregar sua leitura. A história, escrita por Len Wein, é recheada de detalhes originais, além de citações da obra original de Alan Moore, acrescentadas por outras nuances. A obra contém Investigações, violência de todos os tipos, mitologia e um pouco de nudez (ops, não é recomendado para menores de 18 anos!). Parabenizamos aqui os tradutores da Panini por manter-se fiel as características do roteiro, pois Wein utiliza-se de um vocabulário bastante rebuscado. A arte Jae Lee, deslumbrante, por sinal,  tem como diferencial a diagramação das páginas,, que contém círculos e semicírculos, contendo diálogos da trama. A combinação de cores, feitas por June Chung, está excelente, onde, até nas cenas coloridas, ocorrem tons sombrios nos personagens.

Nota Bang de Qualidade: 8,0

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Escrito Jorge Fossati, Edição: Priscila Melo / Equipe Bang

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Star Wars: Os Últimos Jedi | Crítica
   Canal  Bang  │     18 de dezembro de 2017   │     19:43  │  0

Star Wars: Os Últimos Jedi é o segundo filme da nova trilogia da franquia criada por George Lucas. E se o episódio VII se destacou pelo lado sombrio, este capítulo demonstrou realmente ser parte de uma marca adquirida pela Disney.  É notável que tudo continua sendo Star Wars, principalmente pela sua narrativa principal. A jornada do herói continua presente, entretanto o filme mostrou ser uma grande influência do tempo em que vivemos.

O filme se desenvolve através de eventos de incertezas, onde o lado da luz e o das sombras parecem estar confusos o tempo inteiro. Devido a isso é possível observar o aparecimento de diversas teorias sobre quem realmente seria o vilão deste filme. Assim como em “O Império Contra Ataca” foi mostrado diferentes frentes de batalha com o protagonista seguindo o seu caminho solitário em busca do seu real papel no meio de toda esta jornada. Rey (Daisy Ridley) procura entender suas forças, objetivos e o seu passado, em busca de Luck (Mark Hamill), um mestre que não acredita mais em lendas e que está preparado para morrer. Os rebeldes (antiga resistência) estão tentando sobreviver a um cerco construído pela Primeira Ordem. No meio de tudo isto está Kylo Ren (Adam Driver), entre os seus questionamentos e dúvidas a respeito de um lado “sedutor” da luz.

Star Wars: Os Últimos Jedi é um filme que abrange uma grande quantidade de personagens, apresentando diversas narrativas e conflitos secundários. Devido a isso, o texto escrito por Rian Johnson demora para se desenrolar, demonstrando até mesmo alguns furos no roteiro e tornando alguns pontos mais bem explorados do que outros.  Fato compreensível dentro de um filme que parece lutar o tempo inteiro contra as referências antigas, presentes na própria franquia.

Entretanto, Star Wars: Os Último Jedi é um filme que nasce de uma grande emoção, tendo um potencial de imagens, símbolos e personagens que tentam se estabelecer a frente de seu tempo, assim como buscam se consolidar no meio de uma franquia tão retrô e ao mesmo tempo tão atual. Nessas tramas, construídas e desconstruídas, emerge um filme de impacto, atual e que não se afasta dos demais. Em sua maior parte, permanece gerando mais perguntas do que respostas. Serão dois longos anos até o final desta trilogia. Todas essas expectativas, especulações e discussões é apenas  Star Wars sendo Star Wars.

Nota Bang de qualidade: 9,5

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Por Moezio Vasconcellos / Equipe Bang

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